O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (3) que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump trará bons frutos. Segundo ele, a expectativa é eliminar completamente o chamado “tarifaço”, que já vem sendo gradualmente reduzido.

O encontro entre os presidentes foi agendado durante um telefonema entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump no dia 26 de janeiro, quando os dois líderes conversaram por cerca de 50 minutos e abordaram uma série de temas, incluindo a situação na Venezuela, o plano de paz para a Faixa de Gaza e a cooperação no combate ao crime organizado, conforme divulgado em nota oficial do Palácio do Planalto.
“A expectativa é positiva e mais focada na relação Brasil-Estados Unidos. Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os Estados Unidos agravada com 10%, mais 40%. Tarifaço de 50%. Reduziu para 36%, para 34%, para 33%. Hoje está em 22%. Já caiu bem o tarifaço. Mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço”, afirmou Alckmin.
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Ele disse ainda que a ideia nesse novo encontro entre os presidentes é focar em alguns produtos agrícolas e muito mais na indústria, que ainda está com a tarifa de 50%.
“Já avançou bastante. Nós já tivemos aí toda a área de carnes, avião, suco de laranja, fruta, café. Já muita coisa saiu. A ideia é focar bastante agora em alguns produtos agrícolas e muito na indústria, que ainda está com tarifa de 50%”, completou o vice-presidente.
Redução de tarifas trará fôlego ao setor produtivo do Paraná
Dados da APRE Florestas mostram que os Estados Unidos são o principal destino da madeira serrada de pinus exportada pelo Brasil, respondendo por 37,15% do total. No recorte estadual, o país norte-americano aparece como o segundo maior comprador do produto do Paraná, com participação de 30,79%.
No ranking dos produtos do agronegócio brasileiro mais vendidos aos Estados Unidos, o setor florestal lidera em faturamento, com US$ 3,7 bilhões em receitas. Em seguida vêm os cafés, que somam US$ 2 bilhões, as carnes, com US$ 1,4 bilhão, os sucos, com US$ 1,1 bilhão, e o complexo sucroalcooleiro, que movimenta US$ 791 milhões.
O Paraná se destaca nacionalmente na exportação de itens de maior valor agregado, como compensados, madeira serrada, molduras, portas, painéis e móveis, segmentos que superam a celulose em retorno econômico.
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