A história do jornalista Erlan Bastos, que morreu neste sábado (17), foi marcada por superação e pela busca incessante pelos sonhos. Nascido em Manaus, o rapaz era de uma família humilde e chegou a enfrentar dificuldades na infância. Apesar dos desafios, Erlan nunca desistiu dos objetivos.

Ainda criança, em Manaus, Erlan ajudava a família com a venda de latinhas. Já na juventude, o rapaz decidiu buscar os sonhos da comunicação em São Paulo. Entretanto, novamente, o rapaz enfrentou dificuldades e chegou a morar nas ruas da capital paulista por cerca de três meses.
Com determinação, Erlan Bastos se formou em jornalismo pela Universidade Uninove de São Paulo. Nos primeiros anos da carreira, o comunicador investiu no jornalismo de entretenimento e bastidores. Com talento e afinidade com as câmeras, o jovem logo ganhou reconhecimento nacional com um canal no Youtube.
Na sequência Erlan passou por grande emissoras do país como SBT, RedeTV!, CNT, Rádio Tupi e Rádio Bandeirantes. Em 2020, Erlan foi contratado pela Record e assumiu o comando do Balanço Geral Ceará.

Com reconhecimento também no jornalismo de comunidade, Erlan se tornou uma voz importante na busca pelos direitos básicos e na denúncia de crimes. Atualmente, Erlan era apresentador da NCTV Amapá, emissora do Grupo Norte de Comunicação.
Morte de Erlan Bastos
Morreu neste sábado (17), o jornalista Erlan Bastos, apresentador da NCTV Amapá, emissora do Grupo Norte de Comunicação. O comunicador estava internado desde o dia 11 de janeiro no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina (PI). A causa da morte não foi confirmada, mas Erlan enfrentava um caso raro de tuberculose. Veja a nota na íntegra da emissora:
Com imenso pesar, nos despedimos de Erlan Bastos, apresentador do Bora Amapá, que chegou há pouco tempo para integrar nossa equipe, mas deixou uma marca profunda e definitiva no jornalismo do estado.
Em um período tão breve, Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá. Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania.
Sua presença era intensa, sua fala era direta e seu trabalho, necessário. Erlan não se acomodava. Questionava, investigava e seguia em frente, sempre com o olhar atento às demandas da sociedade amapaense. Sua atuação elevou o debate público e reforçou a importância de um jornalismo independente, responsável e comprometido com o interesse coletivo.
A partida inesperada e precoce deixa um vazio imenso, na redação, nas telas, no jornalismo e em todos que acreditam na força da informação como agente de transformação. Mas seu legado permanece vivo: nas reportagens, nas denúncias reveladas, na coragem que inspirou colegas e na consciência crítica que ajudou a despertar.
Erlan Bastos parte cedo demais, mas deixa uma história que não será esquecida.
Nossa solidariedade à família, aos amigos, aos colegas de trabalho e a todo o povo do Amapá.
Quer receber notícias no seu celular? Entre no canal do Whats do RIC.COM.BR. Clique aqui.