O Conselho Federal de Medicina (CFM) está considerando a possibilidade de usar notas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) para conceder o registro profissional aos formandos. De acordo com o conselho, as notas apresentadas pela prova refletem um “problema estrutural gravíssimo” nas universidades de medicina.

O CFM solicitou ao Ministério da Educação e ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) os microdados do exame, com a identificação das pessoas que tiraram notas 1 ou 2, consideradas insuficientes. Até o momento, o Inep não respondeu se atenderá ao pedido.
Presidente do CFM comenta resultados do Enamed
Segundo José Hiram Gallo, presidente do CFM, o resultado do Enamed foi debatido pela plenária do conselho na terça-feira (20). Caso a ideia seja aprovada, os formandos que tiraram notas 1 ou 2 não seriam registrados no conselho, ou seja, não poderiam atuar como médicos.
Conforme os resultados da primeira edição da prova, cerca de um terço dos cursos tiveram desempenho insuficiente, a maioria da rede privada ou municipal. Por isso, o CFM acredita que as notas apresentem um “problema estrutural gravíssimo”.
“Se você vai abrir uma escola e não tem um hospital universitário preparado para esses futuros médicos atuarem não tem que autorizar essa faculdade. Não tem como você formar um médico se não tiver um hospital-escola, não tem como você fazer medicina se não tiver um leito ao lado”, afirmou o presidente.
*com informações da Agência Brasil
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