Brasil - A inadimplência de IPTU segue elevada em diversas cidades brasileiras e preocupa gestores públicos. Sobretudo em bairros periféricos de grandes capitais, os índices de atraso podem ultrapassar metade dos contribuintes. O problema afeta a arrecadação municipal e pressiona serviços essenciais. Mas para o morador, o impacto vai além do boleto em atraso.

Levantamentos recentes indicam que, em cidades como São Paulo, cerca de 15% dos contribuintes acumulam dívidas de IPTU há dois anos ou mais. Em algumas regiões, a inadimplência chega a patamares entre 40% e 60%. Esse cenário amplia a dívida ativa dos municípios. Com isso, juros e multas tornam o débito cada vez mais difícil de quitar.
Efeito direto nas contas públicas
A inadimplência de IPTU tem peso significativo no orçamento das cidades. Em muitos municípios, o valor inscrito na dívida ativa equivale ao orçamento anual de áreas como saúde e educação somadas. Assim, quando o imposto não é pago, o caixa público sente o impacto. Isso pode resultar em menos investimentos e serviços limitados para a população.
Dados de 2025 mostram que a arrecadação da dívida ativa de IPTU caiu na maioria das capitais brasileiras. Das 18 capitais monitoradas por entidades de finanças públicas, 16 registraram queda no primeiro semestre. O recuo indica dificuldade crescente de recuperação desses valores. Na prática, mais contribuintes estão deixando de pagar o imposto.
Por que o IPTU fica em atraso

Entre os principais motivos da inadimplência de IPTU estão desemprego e perda de renda. Mas o aumento do custo de vida também pesa no orçamento familiar. Em muitos casos, o imposto acaba ficando para depois. A falta de planejamento financeiro agrava ainda mais a situação.
Além disso, períodos de instabilidade econômica aumentam o risco de atraso. Famílias priorizam despesas básicas, como alimentação e moradia. O IPTU, mesmo sendo obrigatório, entra na lista de contas postergadas. Com o tempo, a dívida cresce e se torna mais difícil de regularizar.
Inadimplência de IPTU: multas, cobrança e riscos legais
Após o vencimento, o débito de IPTU pode receber multa de até 20%. Também incidem juros mensais e correção monetária, dependendo da legislação local. Em cidades como São Paulo, os juros chegam a 1% ao mês. Isso faz o valor aumentar rapidamente.
Se a dívida não for paga, o município pode iniciar cobrança judicial. Contas bancárias e veículos podem ser penhorados. O imóvel costuma ser a última alternativa, mas não está fora de risco. Após cinco anos, a dívida pode prescrever, mas nem sempre isso acontece automaticamente.

Benefícios e possibilidades de regularização
Diante da inadimplência de IPTU, muitas prefeituras oferecem alternativas. Programas de parcelamento, descontos em juros e até isenções existem em alguns casos. Idosos, pessoas de baixa renda ou imóveis de baixo valor podem ter direito a benefícios. Buscar informação pode evitar prejuízos maiores.
Entender se você se enquadra em algum desses critérios pode fazer toda a diferença. Regularizar a situação antes da cobrança judicial é sempre o melhor caminho. Afinal, um simples atraso pode se transformar em um grande problema financeiro.