O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), teria apalpado a jovem de 18 anos que o acusa de importunação sexual. O escândalo veio à tona na última semana, e o magistrado nega a acusação.

Em depoimento à Polícia Civil, a jovem disse que o ministro, que tem 68 anos, a apalpou na região das nádegas e pressionou seu corpo contra o dela, no momento em que estavam no mar na praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), no dia 9 de janeiro de 2026.
O episódio teria ocorrido durante o recesso do Judiciário, quando Buzzi recebeu a família de amigos em sua residência de praia. A filha do casal, que se referia ao ministro como tio, afirmou que ele tentou agarrá-la à força. A jovem, acompanhada dos pais, registrou um boletim de ocorrência na polícia.
“Marco a puxou pelo braço e a virou de costas para si e pressionou o quadril e nádegas da declarante contra o seu pênis e a afirmou que a achava ‘muito bonita’. Quando tentou se desvencilhar, Marco a puxou de volta contra si e passou a mão em suas nádegas. Em ambas as ocasiões, a declarante pôde sentir o pênis de Marco. A declarante se afastou de Marco, que tentou puxá-la mais algumas vezes para perto de si, porém sem sucesso”, destaca o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil.
Ainda segundo o relato, a jovem afirmou que, desde o episódio, não consegue dormir e tem pesadelos constantes. Ela recebe acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
Ministro Marco Buzzi nega acusações de assédio
Em nota divulgada à imprensa, o ministro disse que foi surpreendido com a divulgação da denúncia. Ele nega a acusação de importunação sexual.
“O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, afirmou.
Após a divulgação do caso, Marco Buzzi apresentou um atestado médico e pediu licença para se afastar do trabalho no STJ. O ministro teria apresentado dores no peito e foi internado no hospital DF Star, em Brasília.
O STJ abriu uma sindicância na última terça-feira (4) para apurar o caso. A acusação também tramita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que apura as consequências administrativas da denúncia. Por ser ministro do STJ, Buzzi tem foro privilegiado no Supremo.
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