O jovem Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, que sobreviveu após passar cinco dias perdido no Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, deve receber alta hospitalar nesta quarta-feira (7).

Roberto está internado desde a última segunda-feira (5) em um hospital de Antonina, após conseguir sair da mata por conta própria e pedir ajuda em uma fazenda localizada na região da usina hidrelétrica Cacatua. Durante os dias em que permaneceu perdido, ele sobreviveu bebendo água de cachoeira.
Segundo a equipe médica, o jovem passa por exames para verificar possíveis contaminações em razão do que ingeriu durante o período em que esteve na mata. Apesar disso, o estado de saúde é considerado estável, e ele aguarda apenas os resultados finais para ser liberado.
Jovem que se perdeu no Pico Paraná agradece apoio e orações
Em mensagem divulgada após o resgate, Roberto agradeceu o apoio recebido durante as buscas e destacou a fé como elemento fundamental para sua sobrevivência.
“Tô um pouco debilitado, recebendo as informações aos poucos, mas primeiramente quero agradecer a todos que ajudaram e estiveram lá por mim. Agradeço as orações, eu senti todas e agradeço do fundo do meu coração. Deus tava lá junto comigo, ele me guiou, me ajudou nos lugares em que eu passei e fez eu chegar até o meu destino final”, afirmou.
A irmã do jovem, Renata Farias, também agradeceu o trabalho da Ric RECORD na divulgação do caso.
“Eu quero agradecer também ao pessoal da RIC, que fez um trabalho fantástico, porque se não fosse vocês terem ido lá no início, acreditado na história, contado essa história toda, eu acredito que a gente não teria chegado onde chegou”, disse.
Entenda o desaparecimento no Pico Paraná
O jovem Roberto se perdeu em uma trilha do Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na manhã do dia 1º de janeiro. O rapaz passou o réveillon no local com uma amiga, acompanhou o primeiro nascer do sol de 2026, porém, no retorno para o acampamento foi deixado para trás pela amiga e se perdeu.
Durante cinco dias equipes do Corpo de Bombeiros e voluntários fizeram buscas com auxílio de drones, helicópteros, câmeras térmicas e equipamentos para rapel. Montanhistas de outros estados viajaram até o Paraná para auxiliar os militares.
A família de Roberto permaneceu o tempo todo com as equipes de resgate na base do Pico Paraná.
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