Curitiba - A Justiça do Paraná condenou dois homens pelo assassinato do jornalista Cristiano Luís Freitas, de 46 anos, em Curitiba. Os réus Alisson Henrique de Cristo Gonçalves e Jhonatan Barros Cardoso foram sentenciados a penas de 40 e 37 anos de prisão em regime fechado, respectivamente.

A decisão, anunciada em 9 de janeiro, é da juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª Vara Criminal de Curitiba. Ela negou pedido da defesa para que os dois réus, agora condenados pelo crime de extorsão com resultado morte, recorram em liberdade. Eles estão presos desde o início das investigações.
Cristiano Freitas foi encontrado morto, com sinais de estrangulamento, dentro da sua casa, no bairro Jardim das Américas, no dia 4 de março de 2025. O corpo estava na sala, amarrado e amordaçado, o que, de acordo com a polícia, comprova que a vítima não teve como se defender. Cristiano tinha ferimentos no supercílio e outros sinais de violência pelo corpo. A causa da morte foi asfixia provocada por um golpe conhecido como “mata-leão”.
Jhonatan foi preso dois dias depois do crime, em um flat no Centro de Curitiba. De acordo com a investigação, ele marcava encontros por aplicativo e depois ameaçava as vítimas com uso de arma de fogo, para que fizessem transações via Pix. Ao menos outras seis vítimas foram identificadas durante as investigações.
Alison foi detido em abril de 2025, no bairro Parolin, em Curitiba, acusado de participação no crime. Era ele quem dirigia o carro flagrado por câmeras de segurança entrando e saindo da residência do jornalista. Foi neste veículo que os dois fugiram.
Jornalista teve passagens por diversos veículos de comunicação
A morte do jornalista Cristiano Luiz Freitas, de 46 anos, causou comoção entre amigos e familiares e chocou a capital em março de 2025. Cristiano tinha mais de 20 anos de profissão, com passagens por veículos de comunicação e assessorias de imprensa do Paraná, como Gazeta do Povo, Grupo RIC Paraná, Espaço Teatro Regina Vogue, Festival de Teatro de Curitiba e Hospital Pequeno Príncipe.
Além de jornalista, ele era também produtor cultural, com experiência na edição e produção de conteúdo para veículos impressos, televisão, rádio e plataformas digitais.
A irmã de Cristiano, Heloísa Maria Freitas, agradeceu em mensagem nas redes sociais a celeridade da Justiça no julgamento do caso.
“A colheita é certa. Não tem como fugir. Tudo o que você planta, a vida devolve. Ontem recebemos a notícia da condenação dos fascinoras do nosso amado Cris Freitas. Foram condenados há mais de 37 anos de reclusão em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade. A justiça foi célere e esperamos que seja eficaz, mantendo-os afastados do convívio social por muito tempo! Nada ameniza a saudade e a falta que sentimos do nosso amado irmão, mas traz conforto saber que esses assassinos não continuarão a atormentar a sociedade (assim esperamos)! Descanse em paz, meu irmão! Te amo eternamente!”, escreveu Heloísa Maria Freitas.
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