O Ministério Público do Paraná (MPPR) firmou um acordo de não persecução penal (ANPP) com um médico ortopedista de Umuarama, no Noroeste do Estado, que confessou delegar pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a residentes. O caso foi descoberto a partir da Operação Fratura Exposta, deflagrada em setembro de 2025 para apurar possíveis crimes praticados pelo especialista.

De acordo com informações do MPPR, o médico passava cirurgias pagas pelo SUS para seu residentes para poder atender mais pacientes particulares em seu consultório. Maxsuel Fidelis de Padua Almeida fez isso com pelo menos 18 pacientes do sistema público.
No mês de setembro, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na casa do médico, em um hospital e em uma clínica particular de Umuarama. Nos locais, foram apreendidos celulares e materiais diversos que serviram como elementos de prova.
Médico de Umuarama não pode atender pacientes do SUS pelos próximos seis meses
As condutas do ortopedista configuram crime, pois ele era remunerado pelo SUS para realizar procedimentos cirúrgicos. Dessa forma, os pacientes do sistema público eram prejudicados ao serem atendidos por médicos ainda não especialistas em ortopedia sem a devida supervisão, algo que é exigido no programa de residência.
Ao ser confrontado pelo MPPR, o especialista confessou os delitos e concordou com os termos do ANPP. Por isso, ele deverá pagar multa de R$ 120 mil e deixar de atender, pessoalmente ou através de pessoa jurídica da qual seja sócio, pacientes perante o SUS pelos próximos seis meses.
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