O Corpo de Bombeiros do Paraná reforça as orientações aos banhistas sobre as correntes de retorno, fenômeno natural frequente no litoral do estado e apontado como um dos principais fatores de risco no mar. Essas correntes ocorrem quando o volume de água trazido pelas ondas precisa retornar ao oceano, formando um fluxo concentrado em determinados pontos da praia. Por esse motivo, a corporação sinaliza áreas com risco e orienta que o banho seja realizado apenas em locais indicados como seguros.

Ponto de guarda-vida na Praia Central, em Matinhos
Corpo de Bombeiros tem pontos de guarda-vidas pelas praias do litoral paranaense (Foto: Jonathas Bertaze/Portal Ric)

De acordo com a capitã Tamires, a corrente de retorno se forma a partir do deslocamento natural da água e pode ter força suficiente para arrastar pessoas, inclusive em áreas rasas.

“É um movimento natural das águas. A massa de água, aquele volume grande de água, vem junto com a onda e precisa retornar. Nesse retorno, ela acaba se juntando em um ponto específico e forma uma espécie de rio em direção ao mar. Esse rio vai ser forte e intenso e vai puxar tudo que estiver no meio do caminho com intensidade”, explicou.

Corpo de Bombeiros identifica corrente de retorno ao longo da orla

A capitã destacou que o Corpo de Bombeiros identifica esses pontos ao longo da orla e orienta que os banhistas respeitem a sinalização. Segundo ela, a visualização da corrente nem sempre é simples, o que aumenta a importância de seguir as recomendações dos guarda-vidas.

“O Corpo de Bombeiros sinaliza essas correntes de retorno com a placa de perigo. Sempre que você visualizar uma placa de perigo, ela pode indicar uma corrente de retorno ou um buraco. É um local inadequado para banho. A gente pede, principalmente, para que as crianças não fiquem próximas à corrente de retorno. Mesmo no raso, uma corrente de retorno tem capacidade de puxar uma criança de 4 anos”, alertou.

Além da prevenção, o Corpo de Bombeiros orienta sobre como agir caso a pessoa seja levada pela corrente. A principal recomendação é não tentar nadar contra o fluxo e manter a calma até conseguir sair da área de risco.

“A corrente de retorno dá sinais de que ali é uma corrente de retorno, você consegue sentir sendo puxado pelo mar. Caso você esteja dando pé, deve andar lateralizado à corrente, caminhando paralelo à praia. Se não estiver dando pé, permaneça flutuando, deixe ela te puxar até uma região em que perde a força e tente nadar paralelo à praia e voltar em linha reta. Quando se colocar em condição de perigo, mantenha a flutuação e sinalize pedindo ajuda”, orientou.

A capitã também reforçou que tentativas de resgate feitas por outros banhistas podem aumentar o número de vítimas. A orientação é acionar imediatamente o guarda-vidas mais próximo ou o telefone 193. Segundo o Corpo de Bombeiros, as áreas monitoradas contam com postos identificados por bandeiras vermelha e amarela, que indicam locais próprios para o banho de mar e onde a população deve permanecer.

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Jonathas Bertaze

Repórter

Jonathas Bertaze é formado em Jornalismo desde 2023, pós-graduado em Assessoria, Gestão de Comunicação e Marketing e especializado na cobertura de pautas de Segurança, como crimes e acidentes, além de Cotidiano e Loterias, com resultados da Caixa Econômica.

Jonathas Bertaze é formado em Jornalismo desde 2023, pós-graduado em Assessoria, Gestão de Comunicação e Marketing e especializado na cobertura de pautas de Segurança, como crimes e acidentes, além de Cotidiano e Loterias, com resultados da Caixa Econômica.