O fim do orelhão nas ruas de todo o Brasil está oficialmente em curso. Os tradicionais telefones públicos — conhecidos popularmente como orelhões — estão com os dias contados. A previsão é que todos os aparelhos sejam desativados até 31 de dezembro de 2028, marcando assim o encerramento de um capítulo histórico da comunicação brasileira.

A mudança é representa uma transformação no setor de telefonia fixa. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou as operadoras a retirar os aparelhos. Esse processo começou após o fim dos contratos de concessão, que vigoravam desde 1998, mas finalizaram em dezembro de 2025.
Ao longo das últimas décadas, o orelhão foi um elemento presente nas esquinas, calçadas e pontos de ônibus das cidades brasileiras. Agora, com a expansão do celular e da internet móvel, ele perde espaço e utilidade.
O que você precisa saber sobre o fim do orelhão
O serviço de telefonia pública já chegou a ter mais de 1,5 milhão de terminais espalhados por todo o país. Hoje, restam cerca de 30 mil aparelhos, muitos deles sem uso efetivo.
A decisão de acelerar o fim do orelhão inclui etapas de desligamento gradual. Em áreas urbanas e com ampla cobertura de sinal móvel, os equipamentos estão sendo removidos primeiro.
Mesmo assim, a Anatel determinou que alguns telefones públicos devem permanecer em locais sem cobertura mínima de celular — como comunidades rurais ou áreas remotas — até o fim do prazo em 2028.
Por que o fim do orelhão está acontecendo agora?

O principal motivo do fim do orelhão é o avanço tecnológico. Com o crescimento dos celulares e dos serviços de internet, poucas pessoas usam orelhões atualmente.
Além disso, o modelo de concessão que obrigava operadoras a manter esse serviço foi descontinuado. As empresas hoje operam sob um regime de autorização que permite a retirada dos aparelhos.
Segundo a Anatel, essa reorganização visa estimular investimentos em infraestrutura moderna, como redes de fibra óptica e cobertura móvel 5G ou superior.
E agora? Onde ainda existem orelhões?
Embora o fim do orelhão esteja definido, ainda há aparelhos instalados em várias cidades. Em capitais e regiões metropolitanas, eles são cada vez mais raros.
Operadoras como a Oi já adaptaram grande parte de sua base e iniciaram a retirada dos aparelhos. Outras empresas, como Algar, Claro e Telefônica, também estão programando a desativação dos seus terminais.
Em alguns casos, aparelhos localizados em áreas sem sinal móvel devem permanecer como alternativa de comunicação até o fim de 2028.
Você pode ter direito a algum benefício? Descubra!

A transição para o fim do orelhão levanta dúvidas, especialmente sobre direitos e alternativas de comunicação. Muitas pessoas que dependiam desses telefones, principalmente em locais sem sinal de celular, querem saber se ainda terão acesso a algum serviço substituto.
O curioso é que a Anatel exige que, em localidades isoladas, as operadoras mantenham opções de comunicação até o prazo final. Isso significa que há situações em que o serviço pode continuar disponível — ao menos por mais algum tempo.
Se você já se perguntou “será que tenho direito a usar um orelhão ainda?”, vale a pena verificar a cobertura de sinal na sua região ou consultar a Anatel para saber quando o aparelho local será removido.