Curitiba - A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR) participou, na tarde deste domingo (1º), de uma manifestação em Curitiba pedindo Justiça pelo caso do cão “Orelha”, que foi maltratado e morto por adolescentes em Florianópolis no mês passado.

De acordo com informações da Banda B, o ato ocorreu no Parcão, nas proximidades do Museu Oscar Niemeyer, reunindo ativistas da causa animal, advogados e moradores da capital paranaense.
OAB-PR manifesta indignação e apoio às medidas de proteção animal
Durante a mobilização, o presidente da Comissão do Direito Animal da OAB-PR, Eduardo Tourinho, destacou a atuação da entidade diante do crime.
“A OAB sempre está representando os interesses da população e também se indigna com o caso. O animal é um sujeito de direitos que devem ser respeitados. Na esfera nacional, a OAB fez uma nota pública de repúdio e estamos dando apoio para que a comissão de Santa Catarina tenha mais força”, disse.
Os participantes defenderam pautas como a ampliação das penas para crimes de maus-tratos contra animais, o reconhecimento legal dos cães comunitários e políticas públicas de proteção animal.
Para o advogado Tiago Taffarel, que também esteve presente na manifestação, o movimento reflete a indignação da sociedade.
“O intuito da manifestação é uma questão de revolta da sociedade. Estamos analisando o caso ocorrido em Florianópolis e desejamos que a Justiça não seja seletiva. Que a lei seja aplicada para todos. Estamos reivindicando a redução da maioridade penal para 16 anos. Precisamos lutar pelo endurecimento dessas penas.”
Além de Curitiba, outras cidades do país registraram atos semelhantes em solidariedade aos animais, como São Paulo e a própria Florianópolis, ampliando o debate nacional sobre a responsabilização por crimes de violência contra animais.
Moradores de Toledo protestam contra morte do cão Abacate

No Oeste do Paraná, moradores de Toledo também se mobilizaram neste domingo (1º) após o assassinato do cão Abacate, ocorrido na última terça-feira (27), no bairro de Tocantins. De acordo com a polícia, o animal foi atingido por um disparo de arma de fogo que atravessou seu corpo e alcançou os rins.
Abacate, assim como Orelha, também morto de forma violenta, era um cachorro comunitário, cuidado e alimentado pelos moradores da região, o que reforçou a comoção e os pedidos por Justiça e punições mais severas para crimes contra animais.
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