Curitiba - Funcionários da empresa de ônibus Viação Mercês, de Curitiba, paralisaram as atividades na manhã desta quarta-feira (14) após atrasos no pagamento de salários. A paralisação afeta principalmente linhas da região Oeste da capital, com impacto direto aos usuários do sistema, especialmente os que utilizam o Terminal de Santa Felicidade.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Ricardo Sales, os trabalhadores tentam negociar desde novembro do ano passado uma solução para os atrasos, mas, até o momento, os valores não foram quitados integralmente.
“A gente vem desde novembro tentando conversar. A URBS se posicionou de forma positiva, o consórcio também, mas até agora, infelizmente, não houve o pagamento. Por fim, os funcionários acharam melhor paralisar a operação até que o pagamento venha a ser pago de forma integral”, afirmou Sales.
Segundo o presidente, desde novembro os salários vêm sendo pagos de forma parcelada. O 13º salário, por exemplo, só foi quitado no dia 31 de dezembro, após uma ação conjunta do Sindimoc com a Delegacia Regional do Trabalho. Ainda conforme Ricardo Sales, entre 30% e 40% dos valores devidos aos trabalhadores permanecem em aberto.
URBS se manifesta sobre paralisação dos ônibus em Curitiba
Em nota, a Urbanização de Curitiba (URBS) informou que a região Oeste da cidade é a mais impactada pela paralisação, especialmente as linhas que atendem o Terminal de Santa Felicidade. A empresa ressaltou ainda que já está organizando a reposição das linhas por meio de outras operadoras do sistema, com o objetivo de reduzir os prejuízos à população.
Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão para a regularização total dos pagamentos nem para o encerramento da paralisação.
Veja a nota na íntegra:
“A URBS informa que acompanha a paralisação e atua para reduzir os impactos à população, adotando medidas operacionais imediatas.
A empresa Mercês integra um consórcio juntamente com o Transporte Coletivo Glória e a Auto Viação Santo Antônio. As linhas operadas pela Mercês estão sendo absorvidas pelo próprio consórcio, com remanejamento de frota e equipes.
A Mercês é responsável pela operação de 11 linhas exclusivas e 8 linhas compartilhadas. Com a reorganização realizada pelo consórcio, a URBS trabalha para diminuir os impactos na operação dessas linhas, garantindo a continuidade do atendimento aos usuários.
A URBS esclarece ainda que todos os pagamentos devidos às empresas de transporte coletivo estão rigorosamente em dia, conforme os contratos vigentes com os consórcios operadores, não havendo qualquer pendência financeira por parte do Município.
A URBS ressalta que, por se tratar de serviço essencial, eventual paralisação deveria ter sido comunicada com antecedência mínima de 72 horas, conforme prevê a legislação, de modo a permitir a adoção de medidas preventivas e a redução de prejuízos à população.
Por fim, a URBS reforça que a relação trabalhista é de responsabilidade exclusiva das empresas operadoras em relação aos seus empregados, não cabendo ao poder público ingerência sobre esse vínculo.
A URBS segue monitorando a situação e adotando todas as providências necessárias para assegurar o funcionamento do transporte coletivo em Curitiba”.
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