Curitiba - Passageiros do transporte coletivo de Curitiba relatam atrasos, longas esperas e dificuldades para chegar ao destino na manhã desta quarta-feira (14) em razão da paralisação de funcionários da empresa de ônibus Viação Mercês. A interrupção parcial da operação tem causado transtornos principalmente em linhas da região Oeste da capital.

Nos pontos de ônibus, a queixa mais comum é a demora excessiva e a irregularidade na circulação dos coletivos. Muitos usuários afirmam que precisaram buscar rotas alternativas, trocar de linha ou recorrer a outros meios de transporte para não perder compromissos.
“Já faz tempo que estão ameaçando parar, isso nos prejudica. Um dia vem, outro dia não vem, daí a gente tem que se virar como pode, pegar outro ônibus. Moro no Butiatuvinha e estou indo para as Mercês. Já estou atrasada uns 15 minutos ou mais”, afirmou uma passageira no terminal de Santa Felicidade, à Ric RECORD.
A Urbanização de Curitiba (Urbs) informou que a empresa já acionou a concessionária para que outros ônibus passem a operar nas linhas afetadas pela paralisação. A medida tem como objetivo minimizar os impactos à população.
Funcionários de ônibus paralisam atividades por atraso de salários em Curitiba
Funcionários da Viação Mercês paralisaram as atividades em Curitiba após atrasos no pagamento de salários, afetando principalmente linhas da região Oeste da capital e o Terminal de Santa Felicidade, o que gerou impacto direto aos usuários do transporte coletivo.
Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Ricardo Sales, os salários vêm sendo pagos de forma parcelada desde novembro, com parte dos valores ainda em aberto. A URBS informou que a região Oeste é a mais afetada pela paralisação, especialmente as linhas que atendem o Terminal de Santa Felicidade.
O que diz a URBS
Em nota, a URBS informou que a empresa Mercês integra um consórcio juntamente com o Transporte Coletivo Glória e a Auto Viação Santo Antônio, e que as linhas operadas pela Mercês estão sendo absorvidas pelo próprio consórcio, com remanejamento de frota e equipes.
Veja a nota na íntegra:
“A URBS informa que acompanha a paralisação e atua para reduzir os impactos à população, adotando medidas operacionais imediatas.
A empresa Mercês integra um consórcio juntamente com o Transporte Coletivo Glória e a Auto Viação Santo Antônio. As linhas operadas pela Mercês estão sendo absorvidas pelo próprio consórcio, com remanejamento de frota e equipes.
A Mercês é responsável pela operação de 11 linhas exclusivas e 8 linhas compartilhadas. Com a reorganização realizada pelo consórcio, a URBS trabalha para diminuir os impactos na operação dessas linhas, garantindo a continuidade do atendimento aos usuários.
A URBS esclarece ainda que todos os pagamentos devidos às empresas de transporte coletivo estão rigorosamente em dia, conforme os contratos vigentes com os consórcios operadores, não havendo qualquer pendência financeira por parte do Município.
A URBS ressalta que, por se tratar de serviço essencial, eventual paralisação deveria ter sido comunicada com antecedência mínima de 72 horas, conforme prevê a legislação, de modo a permitir a adoção de medidas preventivas e a redução de prejuízos à população.
Por fim, a URBS reforça que a relação trabalhista é de responsabilidade exclusiva das empresas operadoras em relação aos seus empregados, não cabendo ao poder público ingerência sobre esse vínculo.
A URBS segue monitorando a situação e adotando todas as providências necessárias para assegurar o funcionamento do transporte coletivo em Curitiba”.
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