Com a aproximação das eleições de 2026, o debate político volta a ganhar força no Brasil. Nesse contexto, ganha relevância a compreensão das diferentes forças partidárias que compõem o cenário nacional. No caso dos partidos identificados com a esquerda, apesar de compartilharem algumas diretrizes gerais, há diferenças significativas nas pautas defendidas, nas estratégias eleitorais e na forma de atuação política.

foto do congresso nacional
Entender as diferenças entre os partidos políticos de esquerda é fundamental para uma leitura mais precisa do processo eleitoral (Foto: Agência Brasil)

A Federação Brasil da Esperança: PT, PCdoB e PV

A principal articulação da esquerda brasileira atualmente é a Federação Brasil da Esperança, formada por Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil e Partido Verde. Esses três partidos atuam de maneira integrada no Congresso Nacional e nas eleições, compartilhando programas e estratégias.

O PT, identificado pelo número 13, é a maior força do bloco e segue como protagonista da esquerda institucional, com ampla capilaridade nacional e liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O PCdoB, número 65, tem uma trajetória histórica ligada ao movimento estudantil e sindical, mantendo forte presença em debates sobre educação, cultura e direitos trabalhistas.

Já o PV, número 43, incorpora à federação a pauta ambiental e do desenvolvimento sustentável, ampliando o diálogo da esquerda com temas ligados à crise climática e à preservação dos recursos naturais.

Federação PSOL e REDE: a esquerda progressista e ambientalista

Outra federação relevante é composta pelo Partido Socialismo e Liberdade e pela Rede Sustentabilidade. Essa aliança representa um segmento da esquerda progressista e ambientalista, com atuação marcada por discursos mais críticos, inclusive em relação a governos de esquerda.

O PSOL, número 50, é conhecido por sua defesa enfática dos direitos humanos, das minorias sociais e de pautas ligadas à igualdade racial, de gênero e à população LGBTQIA+.

A REDE, número 18, tem como eixo central a sustentabilidade e a renovação da política, defendendo práticas institucionais mais transparentes e participação cidadã. Apesar da afinidade em diversas agendas, ambos costumam adotar posições independentes e, por vezes, críticas à esquerda mais tradicional.

PDT e PSB: a esquerda trabalhista e o centro-esquerda

Fora das federações, dois partidos ocupam espaço relevante no campo progressista: o Partido Democrático Trabalhista e o Partido Socialista Brasileiro. O PDT, número 12, mantém viva a herança do brizolismo, corrente política associada a Leonel Brizola, com forte ênfase na educação pública, no nacionalismo econômico e na valorização do trabalhismo.

Já o PSB, número 40, é frequentemente classificado como um partido de centro-esquerda. A legenda abriga o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e se caracteriza por uma postura mais moderada, buscando diálogo com o setor produtivo e defendendo políticas de desenvolvimento econômico combinadas com inclusão social.

Pautas da Esquerda: o que defendem esses partidos em 2026?

Apesar das diferenças internas, os partidos de esquerda que atuam no Brasil em 2026 compartilham alguns pilares programáticos centrais. Entre eles estão a defesa da justiça social, a ampliação da intervenção do Estado na economia como forma de reduzir desigualdades, o fortalecimento de serviços públicos essenciais, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e a educação pública, a proteção dos direitos trabalhistas e a promoção de políticas de inclusão social voltadas a grupos historicamente marginalizados.

Partidos de Extrema-Esquerda e Legendas Menores

Além das legendas com maior representação institucional, o campo da esquerda também inclui partidos considerados de extrema-esquerda ou de menor expressão eleitoral, mas com atuação relevante em movimentos sociais e sindicais.

Siglas como o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), número 16, o Partido da Causa Operária (PCO), número 29, e a Unidade Popular (UP), número 80, defendem rupturas mais profundas com o sistema capitalista e uma reorganização estrutural da economia e do poder político. Embora tenham bases eleitorais menores, esses partidos mantêm militância ativa e influência em debates ideológicos e mobilizações populares.

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Jessica Ibrahin

Repórter

Jéssica Ibrahin é formada em Jornalismo e pós-graduada em Ciência Política pela UNICAP. Atuou em redações de rádio, TV e portais de notícia, com experiência em entrevistas e reportagens sobre política, cultura e comportamento.

Jéssica Ibrahin é formada em Jornalismo e pós-graduada em Ciência Política pela UNICAP. Atuou em redações de rádio, TV e portais de notícia, com experiência em entrevistas e reportagens sobre política, cultura e comportamento.