Após quinze reuniões e 727 dias, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), deve reduzir a Taxa Selic na próxima reunião do colegiado, marcada para os dias 17 e 18 de março. O anúncio foi feito em comunicado divulgado nesta terça-feira (3).

A última queda na Taxa Selic foi em 20 de março de 2024, quando o Copom reduziu os juros de 11,2% para 10,75%. Após esse movimento, o indicador sofreu sucessivos aumentos e atualmente está cotado em 15% – valor mantido nas últimas seis reuniões do Colegiado.
Desde o início do terceiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Copom reduziu e aumentou a Taxa Selic sete vezes, respectivamente. Quando o petista assumiu o governo o indicador estava em 13,75% e chegou a ficar em 10,5%, entre os meses de maio e setembro de 2024.
Embora aponte no comunicado a tendência de queda, o Copom ainda não afirmou de quanto será a redução, apenas que “a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.
“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, apontou o Copom na última reunião, ao justificar a manutenção dos juros em 15%.
Além da redução da Selic, Copom aponta estabilização na inflação

No comunicado, o Copom ainda apontou a projeção acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Para o colegiado, a inflação deve ficar em 3,4%, próxima ao centro da meta estabelecida pelo Governo Federal, que é de 3%. Para 2027, o indicador deve fechar em 3,2%.
O Copom aponta como referência os recentes relatórios do Focus, divulgado pelo próprio Banco Central, bem como a recente mudança pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da bandeira tarifária vermelha patamar 1 para a amarela, o que diminui a cobrança sobre o consumo de energia elétrica.
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