O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta quarta-feira (28) e deve manter, pela quarta vez seguida, a taxa Selic em 15%. Esse é o segundo maior pico do indicador de juros, atrás apenas de julho de 2006, quando marcou 15,25%.

Em 2025, o Copom decidiu subir a Selic para conseguir controlar a inflação no Brasil. Ao todo, foram sete aumentos consecutivos, seguidos de quatro manutenções na faixa dos 15%.
A estratégia se mostrou acertada, porque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerada a inflação oficial do país, acumulou 4,5% nos últimos 12 meses, se mantendo no teto da meta estabelecido pelo Governo Federal pela primeira vez no atual mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Estimativas do mercado, contidas no Boletim Focus, divulgadas pelo Banco Central na última segunda-feira (26), apontam que a inflação em 2025 deve ficar em 4,4%
O Focus ainda previu que essa estabilização na inflação e a queda contínua do dólar podem impactar na retomada da diminuição da Selic. O boletim estima que os juros devem voltar a cair a partir de março, embora, haja possibilidade desse prazo ser antecipado caso a moeda norte-americana siga próxima a R$ 5.
O que é a Taxa Selic, definida pelo Copom em reuniões mensais?

A Taxa Selic (Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é o indicador dos juros no Brasil. Esse valor é definido em reuniões do Copom – realizadas a cada 45 dias, que utilizam esse índice, principalmente, para manter a inflação sob controle.
Quanto mais alta a Selic, mais caro fica o acesso a crédito para empresas e pessoas físicas no Brasil, o que tende a dificultar o crescimento econômico.
Ao mesmo tempo, níveis mais baixos da taxa de juros provocam aumento no crédito e aquecimento no mercado interno, o que também gera impactos na indústria.
Vale ressaltar que o Governo Federal determinou um sistema de meta contínua da inflação, criado em janeiro de 2025. Esse indicador deve manter o IPCA a 3%, com tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.
Esse cálculo leva em conta a soma do IPCA dos últimos 12 meses. Por exemplo, o último indicador, divulgado em outubro de 2025, apontou 4,5% de inflação acumulada, o que coloca o índice dentro da meta estabelecida.
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