O preço da cesta básica começou o ano com alta de 1,38% em Curitiba, no comparativo entre janeiro de 2026 e dezembro de 2025, com valor médio de R$ 748,05. O aumento, também sentido em outras 23 capitais, foi puxado principalmente pela alta no tomate, com variação positiva de 23,38% no período.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (9) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Em relação a janeiro do ano passado, o aumento acumulado do conjunto de alimentos básicos em Curitiba chega a 0,59%, segundo o levantamento.
As elevações mais expressivas ocorreram em Manaus (4,44%), Palmas (3,37%), Rio de Janeiro (3,22%), Fortaleza (2,52%), Cuiabá (2,47%), Aracaju (2,44%), Vitória (2,15%) e Belo Horizonte (2,02%).
Tomate é o grande vilão da cesta básica
Seis dos 13 produtos que compõem a cesta básica apresentaram elevação nos preços médios. O maior aumento entre dezembro do ano passado e janeiro foi registrado no tomate, com alta de 23,38%, seguido pela batata (4,77%) e pelo pão francês (1,32%). Também encareceram a cesta básica em Curitiba o arroz agulhinha (0,77%), a carne bovina de primeira (0,48%) e o feijão preto (0,22%).
Por outro lado, sete itens apresentaram queda nos preços no período. Destaque para a banana, que ficou 4,19% mais barata, e para o óleo de soja, que recuou 4,11%. Conforme o Dieese, também tiveram redução o leite integral (-2,23%), a farinha de trigo (-1,65%), o café em pó (-1,28%), o açúcar refinado (-0,67%) e a manteiga (-0,44%).
Já acumulado dos últimos 12 meses, seis produtos registraram aumento de preços:
- Café em pó: 21,95%
- Tomate: 13,07%
- Batata: 6,76%
- Pão francês: 5,37%
- Banana: 4,82%
- Carne bovina de primeira: 3,13%
O açúcar refinado manteve estabilidade no período, ainda de acordo com o levantamento do Dieese.
Entre os itens que ficaram mais baratos nos últimos 12 meses estão o feijão preto, com queda expressiva de 37,50%, o arroz agulhinha (-32,88%) e o leite integral (-11,74%). Também apresentaram redução de preços a manteiga (-8,88%), a farinha de trigo (-6,08%) e o óleo de soja (-2,04%).
Quer receber notícias no seu celular? Entre no canal do Whats do RIC.COM.BR. Clique aqui.