O Brasil alcançou um novo recorde de trabalhadores com carteira assinada no setor privado no trimestre encerrado em dezembro de 2025. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (30).

foto de carteira de trabalho
A taxa de desemprego no Brasil chegou ao pico histórico de 14,9% durante a pandemia, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, segundo o IBGE (Foto: Reprodução/Governo Federal)

Ao todo, 39,409 milhões de pessoas estavam empregadas formalmente no setor privado, um aumento de 179 mil vagas em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o avanço foi de 939 mil trabalhadores.

O contingente de trabalhadores por conta própria também atingiu um patamar histórico, chegando a 26,109 milhões de pessoas. Já o setor público registrou recorde de ocupação, com 13,004 milhões de trabalhadores. Além disso, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado somou 13,565 milhões.

Taxa de população registra queda no final de 2025

O número de brasileiros à procura de trabalho caiu para 5,503 milhões no trimestre encerrado em dezembro, o menor nível desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2012.

Em contrapartida, a população ocupada atingiu um recorde histórico, somando 102,998 milhões de pessoas no período.

Na comparação com o trimestre anterior, encerrado em setembro, a taxa de desemprego recuou de 5,6% para 5,1%. Nesse intervalo, o mercado de trabalho incorporou 565 mil novos ocupados, enquanto 542 mil pessoas deixaram a condição de desempregadas. A redução também foi influenciada pelo aumento da inatividade, com 313 mil pessoas a mais fora da força de trabalho.

Ao todo, a população inativa chegou a 66,246 milhões no trimestre até dezembro. Já o nível de ocupação alcançou um novo pico da série, ao marcar 58,9%.

Parte da população ainda está na informalidade

A taxa anual de informalidade passou de 39%, em 2024, para 38,1% em 2025. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, esse percentual é “valor relevante”, e reflete característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro.

“A composição e dinâmica da população ocupada ainda é bastante dependente da informalidade, sobretudo, devido à grande participação de trabalhadores no comércio e em segmentos de serviços mesmos complexos”, avalia.

Como é realizada a pesquisa do IBGE?

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Caged

A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.

De acordo com o Caged, dezembro apresentou saldo negativo de 618 mil vagas formais. No entanto, no consolidado de 2025, o balanço ficou positivo em quase 1,28 milhões de postos com carteira assinada. 

Com informações da Agência Brasil!*

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Jessica Ibrahin

Repórter

Jéssica Ibrahin é formada em Jornalismo e pós-graduada em Ciência Política pela UNICAP. Atuou em redações de rádio, TV e portais de notícia, com experiência em entrevistas e reportagens sobre política, cultura e comportamento.

Jéssica Ibrahin é formada em Jornalismo e pós-graduada em Ciência Política pela UNICAP. Atuou em redações de rádio, TV e portais de notícia, com experiência em entrevistas e reportagens sobre política, cultura e comportamento.