A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê a possibilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño no segundo semestre deste ano. No Hemisfério Sul, ele provoca aumento na tempatura e diminuição das chuvas, o que deve pressionar o valor da conta de luz e a inflação brasileira no período.

O valor da conta de luz é um dos principais fatores que pressionou a inflação nacional em 2025. Com o controle nos preços dos alimentos, as bandeiras tarifárias com maior cobrança impediram maior aproximação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) da meta estabelecida pelo Governo Federal.
Em abril de 2025, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) interrompeu um ciclo da bandeira tarifária verde e iniciou um período de oito meses – incluindo um mês com a bandeira vermelha patamar 2, com cobrança adicional a cada 100 kWh consumidos.
Essa cobrança adicional ocorre devido ao aumento do custo na energia do Brasil com a diminuição das chuvas. Com o principal modal energético do país sendo o hidrelétrico, esse impacto pluviométrico exige a compra de outras fontes energéticas, em especial, as termelétricas, que contam com valor mais alto.
De acordo com apuração do Broadcast Estadão, especialistas do setor energético apontam que a tendência é mudança da bandeira tarifária de verde para amarela deve ocorrer em abril, o que geraria cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
O que são as bandeiras tarifárias da conta de luz e por que elas deixam a tarifa mais cara?

As bandeiras tarifárias foram criadas em 2015 pela Aneel e refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica.
Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
Quando a tarifa é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta de luz fica mais cara por sofrer acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
*com informações do Estadão Conteúdo
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