Países da União Europeia aprovaram, nesta sexta-feira (9), a assinatura do acordo de livre comércio com o Mercosul. O acordo entre os blocos econômicos é costurado há 26 anos.

O apoio foi formalizado durante reunião de embaixadores da União Europeia em Bruxelas, na Bélgica. Com o sinal verde, a expectativa é que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine o tratado já na próxima segunda-feira (12), no Paraguai, país que ocupa a presidência rotativa do Mercosul.
Antes da formalização do acordo, entretanto, os votos precisam ser confirmados pelos 27 países que compõem a União Europeia, o que deve ocorrer ainda hoje.
A assinatura do tratado Mercosul-UE estava prevista para ocorrer no fim de dezembro, durante a 67ª Cúpula do Mercosul e Estados Associados, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, mas acabou adiada pela forte resistência do agro europeu, especialmente da França.
Após a assinatura, o texto ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu, sob pressão do governo francês.
Maior zona de livre comércio do mundo
Os debates sobre o pacto entre Mercosul e União Europeia, para criar a maior zona de livre comércio do mundo, são costurados há 26 anos. Após ser selado, o acordo irá possibilitar ao Brasil acessar um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões.
Pelo texto, insumos como soja, carne, açúcar e arroz sul-americanos teriam a entrada facilitada em países europeus. Em contrapartida, os parceiros comerciais do outro continente poderiam exportar mais veículos, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas, entre outros produtos.
Além da redução gradual de tarifas, o acordo prevê ainda investimentos e padrões regulatórios entre os blocos.
O agronegócio paranaense, protagonista na economia do estado, será um dos principais beneficiados com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia.
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