Curitiba - Referência internacional em grafiti e arte urbana, o artista plástico Eduardo Kobra transformou os silos do Moinho Anaconda, que podem ser vistos por quem passa pelo Viaduto do Capanema, no Jardim Botânico, em Curitiba.

‘Ciclos’, como a obra é chamada, tem 5 mil metros quadrados, sendo a segunda maior obra de Kobra em todo o mundo, atrás apenas do ‘Maior Mural do Mundo’, na cidade de Itapevi (SP), com 5,7 mil metros quadrados.
“Isto me enche de orgulho, porque sei da importância de Curitiba e também do valor dos artistas da street art local, a quem respeito muito”, disse o artista.
A obra ilustra o ciclo de três fases da transformação do trigo em pão, desde a colheita até o assar do pão. ‘Ciclos’ é uma comemoração dos 75 anos da indústria Anaconda, que serão completados em 2026.
Processo de planejamento
Antes de sair do papel e tomar as paredes dos silos, o projeto passou pela avaliação e aprovação da Secretaria Municipal do Urbanismo (SMU) de Curitiba, que tem, desde 2023, uma legislação que define as intervenções visuais nas fachadas de edificações, como grafite, muralismo, poesia visual, pintura, mosaico, lambe-lambe ou colagem sem fins publicitários.
A engenheira civil do Departamento de Controle do Uso do Solo (UUS), Thaís Schutz Millack, responsável pela emissão do alvará da obra de Kobra, disse que a cidade merecia um trabalho do artista.
“Curitiba tem tantos painéis bonitos de outros artistas, não tinha do Kobra ainda. Curitiba merecia, é uma cidade tão linda, combina tanto com arte”, declarou.
Para este tipo de projeto, a SMU criou um processo próprio para a emissão de alvarás que pode ser feito online.
*Com supervisão de Jorge de Sousa.
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