A tradicional feira de artesanato do calçadão de Matinhos, no Litoral do Paraná, segue como um dos principais pontos de encontro entre moradores, turistas e produtores locais durante a temporada de verão.

Com mais de uma década de existência, o espaço reúne artesãos da cidade que encontram no período de alta temporada uma oportunidade fundamental para gerar renda, divulgar o trabalho manual e manter a atividade ao longo do ano.
A feira funciona aos sábados das 10h às 22h e concentra uma grande variedade de produtos feitos à mão, como bijuterias, peças decorativas, itens personalizados, sabonetes artesanais e acessórios.
Coordenadora da feira e artesã, Joyce Cristina Mendes atua no espaço há cinco anos e explica que a feirinha já faz parte da identidade do calçadão de Matinhos. Segundo Joyce, os preços praticados não sofrem reajuste durante a alta temporada, mesmo com o aumento do movimento turístico. Ainda assim, as vendas do verão são essenciais para atravessar o restante do ano.
“Os preços não mudam do inverno para o verão, a gente mantém o mesmo valor. Mas ajuda sim, porque fora da temporada a nossa cidade praticamente não tem serviço. A gente trabalha, bem dizer, a temporada para conseguir passar o inverno”, explica.
Produção começa meses antes da temporada
Joyce trabalha com pulseiras de macramê, colares, mandalas, braceletes e acessórios de cabelo, todos feitos manualmente. Segundo ela, a produção começa ainda no inverno. “Tudo é feito por nós. A gente começa a produzir no inverno para chegar na temporada com estoque, mas mesmo assim não consegue atender todo mundo”, conta.

Produtos personalizados impulsionam vendas na temporada
Artesã há dois anos na feira, Carol Marchesini é moradora de Matinhos desde a infância, ela trabalha com produtos personalizados que levam o nome da cidade, o que atrai especialmente os turistas.

“As vendas no verão ajudam com certeza a sustentar os meses mais fracos. Tem bastante turista e, como eu trabalho com produtos personalizados da cidade, o retorno é muito bom agora na temporada”.
Ela trabalha com sublimação e produz canecas, camisetas, toalhas, azulejos decorativos, quebra-cabeças e outros itens personalizados, tudo feito por ela mesma. “Eu tenho o maquinário em casa. As canecas, por exemplo, consigo fazer em meia hora ou uma hora. Já outros produtos levam mais tempo, de três a quatro horas, porque precisa aquecer o equipamento”, explica.
Artesanato local ganha visibilidade nacional
A saboaria artesanal também tem espaço garantido na feira. Luciana Lima, artesã e moradora de Matinhos há 20 anos, participa da feira há cerca de seis meses e destaca a visibilidade que o contato com turistas proporciona.

Para Luciana, o verão não apenas impulsiona as vendas, mas também ajuda a espalhar o trabalho artesanal pelo Brasil.
“Muita gente de fora leva para todo canto do Brasil. Já vendi para várias cidades, principalmente do Norte. Pessoas que conhecem o produto artesanal se encantam e levam mesmo”, relata.
Quer receber notícias no seu celular? Entre no canal do Whats do Ric.com.br. Clique aqui