Curitiba - Após estrear o time principal em 2026 com uma derrota por 1×0 para o Coritiba, na Arena da Baixada, no último sábado (17), o técnico Odair Hellmann foi questionado sobre os poucos reforços do Athletico para a temporada e revelou uma dificuldade financeira no mercado.

Até aqui, o Furacão trouxe apenas quatro jogadores: o lateral-direito Gilberto e o meia Alejandro Garcia, que estão com o elenco de aspirantes, e os volantes Jadson e Portilla. Segundo o treinador, este número só não é maior por conta da nova realidade financeira do clube após disputar a Série B de 2025.
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“Sobre o mercado, nós aqui de dentro é uma situação diferente de quem está de fora. Nesse momento há um mercado que trabalha muitas situações que não passam pelo clube, o business trabalha. Nós temos conversa, planejamento, ideias e estamos buscando executar dentro da condição financeira do clube. O dinheiro não vai surgir da noite pro dia“, afirmou ele.
Reforços que cheguem para jogar
Além dos quatro, a tendência é que mais um volante seja anunciado nos próximos dias: Luiz Gustavo, ex-seleção brasileira e Bayern de Munique e que estava no São Paulo até o ano passado. Agora, outras posições devem ser monitoradas por diretoria e comissão técnica, que já estavam no planejamento.
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Porém, Odair já alertou que o Athletico não vai trazer peças para compor elenco e que novos reforços só vão chegar em nível de disputar a titularidade, ainda mais pela necessidade dos gastos. Um nome que estava sendo observado era o zagueiro Cacá, mas o desempenho no Corinthians em 2026 fez o Furacão rever a ideia.
“Volante a gente precisava e precisa. Vamos fechar nesse setor. Agora vamos olhar outras funções, mas não é pelo resultado do clássico. Isso já está estabelecido. A janela é mais longa, mas o mercado está complicado, os valores estão inflacionados. Continuamos no mercado buscando jogadores para dar qualidade e experiência ao grupo. E temos que ser assertivos”, acrescentou o técnico.
Athletico fez janela de Série A na Série B
Outro ponto que o comandante rubro-negro apontou para essa ‘pouca atividade’ do Athletico no mercado neste inicio de temporada é o fato de que as contratações para o segundo turno da Série B já foram em nível de Série A. Na ocasião, o Furacão trouxe o lateral-direito Benavídez, os zagueiros Aguirre e Terán e os atacantes Mendoza e Viveros, o último, inclusive, custando R$ 27,5 milhões, a contratação mais cara do clube.
E a ideia do Rubro-Negro era seguir na mesma linha, mas aí esbarrou em outra questão, que foi o custo na hora de competir com a concorrência.
“Ano passado fizemos uma janela de Série A e estamos trabalhando em uma mesma sintonia. Quanto a isso, o torcedor pensa que não estamos trabalhando quando não vem um jogador. Mas a gente tentou vários e não conseguiu, por várias circunstâncias. Queremos o mesmo que Flamengo, Palmeiras, Grêmio, e aí jogador ou empresário olha para outro lado por R$ 100 mil, R$ 200 mil, R$ 500 mil…”, finalizou Odair.
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