Curitiba - A vitória sobre o Operário por 2×0, na noite desta quarta-feira (14), na Arena da Baixada, deve ser a última do time de aspirantes do Athletico pelo Paranaense. A partir da próxima rodada, no Atletiba de sábado (17), já estará em campo a equipe principal comandada pelo técnico Odair Hellmann.

No entanto, o saldo deixado pelo time de aspirantes, com a mesclagem de alguns profissionais, é positivo. Em três jogos em uma semana, o Furacão conquistou duas vitórias e um empate, ficando empatado com o Londrina na liderança do grupo A. Resultado que não evitou que o técnico João Correia reclamasse do calendário do futebol paranaense, apesar de admitir que o resultado é “extremamente positivo”.
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“O que aconteceu nos últimos seis dias é insustentável para qualquer equipe do mundo e isso não tem nada a ver com ser início de temporada”, argumentou o treinador, em entrevista coletiva após a partida. “Isso aqui não é PlayStation. As pessoas pensam que é PlayStation, que o jogador é máquina e não é. São seres humanos”, acrescentou, lembrando que a viagem para Cianorte foi muito desgastante para o elenco.
Até por causa dessa sequência de jogos em um curto espaço de tempo, Correia admitiu que a mescla com atletas do elenco profissional foi fundamental para que o Furacão pudesse sair vitorioso contra o Fantasma.
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“No ano passado não vencemos o Operário. Essas peças foram essenciais para o resultado. Se não fosse a ajuda desses jogadores, seria muito difícil a vitória. Está todo mundo de parabéns”, elogiou.
“Não tememos críticas”, garante técnico do Athletico
Neste jogo contra o Fantasma, até por ter mais opções para escalar, o técnico João Correia teve que tomar algumas decisões polêmicas na hora da escalação. Uma delas foi deixar o jovem Bruninho de fora, que tem sido o principal destaque do Furacão neste começo de ano.
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Ao ser questionado sobre isso, o técnico português foi sincero ao admitir que não se importa com as críticas e que o importante é o torcedor do Furacão estar contente após a partida com mais uma vitória.
“Nós não queremos ver o torcedor contente antes do jogo, queremos ver depois do jogo. Eu digo para todo mundo que trabalha no Athletico, nós não tememos críticas, tememos derrotas. Então hoje vou para cama e vou dormir como um anjinho, independente das críticas antes do jogo”, admitiu Correia, no que deve ter sido provavelmente a sua última entrevista coletiva neste Paranaense.
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