Curitiba - A vitória do Athletico por 2×1 sobre o Andraus, na estreia pelo Campeonato Paranaense de 2026, foi além dos três pontos. O resultado na Arena da Baixada reforçou a proposta do clube de utilizar atletas formados no CT do Caju em conjunto com jogadores mais experientes, dentro de um processo gradual de formação e consolidação no elenco profissional.

Chiqueti e Bruninho fizeram os gols da vitória do Athletico.
Chiqueti, 20 anos, e Bruninho, 17, fizeram os gols da vitória do Athletico. (Foto: Redes Sociais/Athletico)

Autor de um dos gols da partida, Bruninho, 17 anos, simbolizou esse caminho traçado pelo clube. Após o jogo, o técnico João Correia destacou a evolução do jovem e reforçou a necessidade de cautela no processo. Segundo o treinador, o atacante ainda passa por etapas importantes de desenvolvimento físico e tático, apesar da rápida ascensão.

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“Sobre o Bruninho, é um jogador como os outros. Ele queimou etapas, não tem problema quando ele tem qualidade. Estreou no sub-20 há pouco tempo e agora está jogando na equipe profissional. Não podemos ser irresponsáveis ao ponto de achar que ele vai decidir todos os jogos”, afirmou João Correia.

O comandante rubro-negro também explicou a substituição do atleta por desgaste físico e apontou pontos de evolução. “Ele saiu porque estava cansado. Já temos um aspecto que ele vai ter que trabalhar e evoluir. Tem que aguentar 90 minutos, fez um excelente jogo enquanto esteve em campo”, completou.

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Além do desempenho individual, João Correia ampliou o discurso para o trabalho coletivo e para a força da base do Athletico. Para o treinador, os gols marcados por jovens atletas refletem um processo construído ao longo dos anos no clube.

O Chiqueti e o Bruninho fizeram gols que não são só deles. São gols de toda a base, de toda nossa formação. O Chiqueti sempre foi decisivo na base. Quanto ao Bruninho, é uma satisfação muito grande ver o que conquistou em pouco tempo, mas não podemos queimar etapas.”

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O técnico ainda deixou claro que, apesar da importância do resultado, o foco principal do projeto vai além do placar imediato. “Nosso primeiro foco não é o resultado. Queremos ganhar sempre, mas o principal é, daqui a algum tempo, ver nossos jogadores com a etiqueta do CT do Caju atuando no profissional”, explicou.

João Cruz: orgulho de ser capitão

Capitão da equipe na partida, João Cruz, outro atleta formado nas categorias de base, valorizou o momento e destacou o peso simbólico de liderar o time em uma competição profissional.

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“Para mim é um motivo de grande honra ser o líder desse time. Aprendi no profissional com grandes líderes como Santos, Léo, Fernandinho, Pablo e Thiago Heleno. Usar a braçadeira de capitão pelo Athletico é motivo de muito orgulho”, disse.

João Cruz também ressaltou que liderança não está ligada apenas à idade, mas à postura diária dentro do clube. “O fato de ser novo tem impacto, mas ser referência depende das atitudes, da forma como você lida com o dia a dia, com seus companheiros e com os exemplos que você dá”, concluiu.

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