Curitiba - Desde o término das competições em 2025 o futebol vê o noticiário das especulações do mercado da bola esquentarem. E o goleiro Pedro Morisco, do Coritiba, é um dos nomes que mais aparecem entre ‘candidatos a reforços’.

Goleiro Pedro Morisco, do Coritiba.
Goleiro Pedro Morisco, do Coritiba. (Foto: JP Pacheco/Coritiba)

Flamengo, Bahia e Grêmio são exemplos de clubes que sondaram ou se interessaram pelo jovem arqueiro do Coxa, que está valorizado, até pelo desempenho que teve na Série B. Mas todos só esquecem de um pequeno detalhe: o Alviverde não pode ser desmerecido, como vem acontecendo.

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O fato de Morisco ter apenas 22 anos e já apresentar tanta qualidade e potencial, a ponto até de chamar a atenção da seleção brasileira, o coloca em evidência. Só que os interessados precisam entender que o fato de o Coritiba vir da segunda divisão não significa que o atleta está ‘mais barato’.

Valor pretendido por Morisco é inviável para times brasileiros

O futuro de Pedro Morisco é a Europa, isso é cada vez mais evidente. O próprio Coxa sabe disso. Tanto que, internamente, o clube tem o projeto de valorizá-lo ainda mais em 2026, para, no meio de 2027, vender o goleiro para o exterior. Isso caso a negociação não ocorra já nesta temporada, após a Copa do Mundo, dependendo do seu rendimento ao longo do primeiro turno do Brasileirão.

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Até por isso, não existe a necessidade de o Alviverde vendê-lo para um adversário da primeira divisão e depois vê-lo ir embora por cifras ainda maiores. Atualmente, o valor de mercado do goleiro é de 3 milhões de euros, algo em torno de R$ 18 milhões. Porém, só o fato de jogar na Série A em 2026 já deve aumentar esse preço.

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Dentro do projeto do Coritiba, Morisco pode ser vendido por um preço próximo ao qual Bento foi negociado pelo Athletico para o Al Nassr, da Arábia Saudita, em 2024: 18 milhões de euros (R$ 107 milhões na ocasião), se tornando o goleiro mais caro da história do futebol brasileiro.

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Ou seja, qual clube nacional estaria disposto a arcar essa grana? O Flamengo tem condições, mas compensaria injetar este valor por um atleta que chegaria para compor elenco nas primeiras temporadas? É inviável para qualquer time do Brasil gastar todo esse dinheiro.

Coritiba vive outra realidade no mercado

Sem falar que dos interessados, o Flamengo, por estar um degrau acima em termos de resultados, ainda faria sentido ‘tentar’ Morisco. Mas o Bahia, embora seja do grupo City e vá para sua segunda Libertadores seguida, e o Grêmio, que não almeja títulos há anos, não seriam uma vitrine tão maior que o Coxa. E ir para o time carioca hoje e ser reserva de Rossi seria dar um passo atrás de anos na carreira do jogador.

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E diante desse cenário, mesmo que alguém ofereça algo perto de R$ 20 milhões, não despertaria o interesse do Coxa em abrir mão do seu principal talento. Seria, aliás, um desaforo este preço, ainda mais em um inflacionado mercado.

Está na hora dos clubes pararem de diminuir o Alviverde, que vive uma outra realidade, podendo fazer melhores negócios com a Europa, como foi o caso do atacante Igor Paixão. Quem ainda acha que poderá contratar Morisco no Brasil, está desmerecendo o Coritiba.

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Ricardo Brejinski

Editor de esportes

Formado pela PUCPR em 2008, foi correspondente do Diário Lance! em Curitiba, fundador e coordenador do extinto Notícia FC e editor da revista da Stock Car. Chegou à Tribuna do Paraná em 2011, foi setorista do Coritiba, repórter especial e editor de 2014 à 2019, sempre na editoria de Esportes. Em 2019, juntou-se à equipe da Gazeta do Povo e fez parte da criação do UmDois Esportes, onde ficou até dezembro de 2022. Em junho de 2023, foi contratado pela Banda B, sendo editor de esportes do portal e repórter de campo e comentarista na rádio. Cobriu a preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2010 e a Copa do Mundo 2014 em Curitiba, além de ter estado em três finais de Copa do Brasil.

Formado pela PUCPR em 2008, foi correspondente do Diário Lance! em Curitiba, fundador e coordenador do extinto Notícia FC e editor da revista da Stock Car. Chegou à Tribuna do Paraná em 2011, foi setorista do Coritiba, repórter especial e editor de 2014 à 2019, sempre na editoria de Esportes. Em 2019, juntou-se à equipe da Gazeta do Povo e fez parte da criação do UmDois Esportes, onde ficou até dezembro de 2022. Em junho de 2023, foi contratado pela Banda B, sendo editor de esportes do portal e repórter de campo e comentarista na rádio. Cobriu a preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2010 e a Copa do Mundo 2014 em Curitiba, além de ter estado em três finais de Copa do Brasil.