O Atletiba do próximo domingo (19), às 18h30, no Couto Pereira, pela 33ª rodada da Série B colocará frente a frente dois camisas 10 de personalidades, características e momentos diferentes, mas ambos fundamentais para o sucesso de Coritiba e Athletico em campo, respectivamente. Josué e Zapelli têm tudo para

Montagens de Zapelli e Josué para o Atletiba
Zapelli x Josué: duelo que pode decidir o Atletiba. (Fotos; José Tramontin/Athletico e JP Pacheco/Coritiba)

De um lado, um experiente meia português, que, aos 35 anos, virou o maestro do Coxa. No ano, são 36 jogos, com sete gols e seis assistências. Só na Série B, são seis gols e três passes em 29 partidas. É o responsável por criar as principais jogadas ofensivas do time e por quem a bola passa a todo momento nas construções. Tanto que é o vice-artilheiro do Alviverde em 2025 e o principal garçom.

Do outro, um argentino de apenas 23 anos, que é a terceira maior contratação da história do Furacão, mas, desde que chegou, vive altos e baixos. Ainda assim, tem números de destaque. São 50 jogos no ano, com cinco gols e dez assistências. Assim como o rival, é o garçom rubro-negro. Na Série B, entrou em campo em 30 oportunidades, com cinco gols e seis assistências.

Estilo e características

Apesar dos números em termos ofensivos e de ambos vestirem a camisa 10, as semelhanças param por aí. Pelo menos neste momento. O posicionamento deles para Coritiba e Athletico são diferentes. Inclusive, é possível até mesmo um embate entre eles em determinado momento em busca do posicionamento em campo.

Enquanto Josué é mais ofensivo, pisa mais na área e arrisca finalizações, municiando os atacantes, Zapelli se encontrou em outra função com Odair Hellmann, atuando como uma espécie de segundo volante, voltando mais para o meio-campo, sendo um roubador de bola e, em segundo plano, um armador.

O meia coxa-branca percorre mais todos os lados do campo, aparecendo sempre para ser opção de passe, enquanto o atleta atleticano tem um ritmo mais cadenciado, ficando sempre na área mais central ou pela direita, além de pisar mais no campo defensivo.

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Tanto que, nesta Série B, Josué cria, em média mais chances que Zapelli (11 contra 8), enquanto o argentino tem mais desarmes (1.2 contra 0.4) e interceptações (0.8 contra 0.2). As estatísticas são do site Sofascore.

Embate no Atletiba

No 4-3-3 do Coxa, o português é o meia mais ofensivo. Já no 5-2-3 do Furacão, sem volantes, Zapelli tem uma função mais central. Até por isso, a tendência é de um duelo direto entre os dois camisas 10 do Atletiba, em disputa de bola e marcação homem a homem.

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Independentemente de posicionamento e características, tanto um quanto o outro podem decidir o clássico. E cabe aos adversários encontrar a forma de anular estas peças.

Ricardo Brejinski

Editor de esportes

Formado pela PUCPR em 2008, foi correspondente do Diário Lance! em Curitiba, fundador e coordenador do extinto Notícia FC e editor da revista da Stock Car. Chegou à Tribuna do Paraná em 2011, foi setorista do Coritiba, repórter especial e editor de 2014 à 2019, sempre na editoria de Esportes. Em 2019, juntou-se à equipe da Gazeta do Povo e fez parte da criação do UmDois Esportes, onde ficou até dezembro de 2022. Em junho de 2023, foi contratado pela Banda B, sendo editor de esportes do portal e repórter de campo e comentarista na rádio. Cobriu a preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2010 e a Copa do Mundo 2014 em Curitiba, além de ter estado em três finais de Copa do Brasil.

Formado pela PUCPR em 2008, foi correspondente do Diário Lance! em Curitiba, fundador e coordenador do extinto Notícia FC e editor da revista da Stock Car. Chegou à Tribuna do Paraná em 2011, foi setorista do Coritiba, repórter especial e editor de 2014 à 2019, sempre na editoria de Esportes. Em 2019, juntou-se à equipe da Gazeta do Povo e fez parte da criação do UmDois Esportes, onde ficou até dezembro de 2022. Em junho de 2023, foi contratado pela Banda B, sendo editor de esportes do portal e repórter de campo e comentarista na rádio. Cobriu a preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2010 e a Copa do Mundo 2014 em Curitiba, além de ter estado em três finais de Copa do Brasil.