A Organização Mundial da Saúde (OMS) está em alerta após a confirmação de cinco casos de contaminação pelo vírus Nipah, em um hospital na Índia. Além dos diagnósticos, cerca de 100 pessoas estão em observação e aguardam o resultado por conta dos sintomas. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%.

Montagem com foto de morcego e molécula de vírus
Cinco casos de infecção pelo vírus Nipah foram confirmados na Índia (Foto: Freepik)

As autoridades sanitárias da Índia classificaram o vírus como “altamente fatal, mas de propagação limitada”. Os primeiros casos foram detectados em profissionais de um hospital no estado de Bengala Ocidental, na Índia. A principal suspeita é que duas enfermeiras tenham sido contaminadas por um paciente que morreu em dezembro. 

O Ministério da Saúde indiano afirmou que “ações coordenadas imediatas foram iniciadas; apoio laboratorial, vigilância reforçada, gestão de casos, medidas de controle de infecção e orientação especializada foram mobilizados”.

Vírus Nipah: quais os sintomas e riscos

O vírus Nipah pode causar desde infecções assintomáticas (subclínicas) até doenças respiratórias agudas e encefalite fatal. A contaminação pode acontecer pelo contato com animais, alimentos contaminados ou diretamente de pessoa por pessoa, por meio de contato próximo e fluidos corporais ou gotículas respiratórias, especialmente em moradores da mesma residência e em hospitais e unidades de saúde.

Os hospedeiros naturais são morcegos da família Pteropodidae, embora outros animais, como porcos e cavalos, também possam ser infectados. Além do contato com animais infectados e seus fluidos, um dos principais riscos para a transmissão da doença para humanos se dá pelo consumo de frutas e sucos contaminados com urina ou saliva dos morcegos infectados, já que as espécies hospedeiras são frugívoras.

Entre os principais sintomas estão: febre, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, dificuldade respiratória e vômitos. A infecção pode evoluir para encefalite com sonolência, confusão, convulsões e coma em um intervalo de 24 a 48 horas. O vírus também pode causar doenças graves em animais, como porcos, resultando em perdas econômicas significativas.

Não existem, até momento, vacinas, medicamentos ou tratamentos licenciados para a infecção pelo vírus Nipah. As pessoas devem seguir as normas de higiene das mãos, evitar contato com morcegos ou porcos doentes e seus abrigos, e evitar seiva crua de palmeiras e frutas potencialmente contaminadas.

“Uma das recomendações da Organização Mundial de Saúde é para higienizar e checar as frutas, (verificar) se tem algum sinal de mordida de morcego e retirar a casca”, diz Kamilla Moraes, infectologista da UPA Vila Santa Catarina, unidade pública gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita.

Vírus Nipah foi descoberto em 1999

O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, em um surto entre criadores de porcos na Malásia, que também afetou a Singapura. Acredita-se que a transmissão tenha ocorrido por meio da exposição desprotegida às secreções dos porcos ou ao tecido de um animal doente, segundo informações da OMS.

Em surtos subsequentes em Bangladesh e na Índia, o consumo de frutas ou produtos derivados de frutas contaminados com urina, ou saliva de morcegos frugívoros infectados foi a fonte provável de infecção.

*com informações do Estadão Conteúdo

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Guilherme Becker
Guilherme Becker

Editor

Guilherme Becker é formado em Jornalismo pela PUCPR, especializado em jornalismo digital. Possui grande experiência em pautas de Segurança Pública, Cotidiano, Gastronomia, Cultura e Eventos.

Guilherme Becker é formado em Jornalismo pela PUCPR, especializado em jornalismo digital. Possui grande experiência em pautas de Segurança Pública, Cotidiano, Gastronomia, Cultura e Eventos.