A nevasca que atinge os Estados Unidos da América (EUA) desde a última quinta-feira (22) já é considerada uma das maiores da história. Nesta segunda-feira (26), cerca de 240 milhões de pessoas – moradores da faixa sul do país até o nordeste – estão em estado de alerta e sentem os impactos do fenômeno climático.

A forte nevasca causou apagões, suspendeu a operação em aeroportos, bloqueou rodovias e deixou moradores desabrigados. Conforme o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, a previsão é que o frio extremo continue nos próximos dias na faixa que se estende do Texas até a Carolina do Norte.
Pelo menos 17 estados declararam estado de emergência. O fornecimento de energia elétrica foi interrompido em várias regiões e cerca de um milhão de residências ficaram sem luz. A orientação para os moradores é que permaneçam em casa nas próximas 72 horas.
A nevasca nos EUA também impacta a operação de aeroportos espalhados pelo mundo. Segundo dados da FlightAware, entre quinta (22) e esta segunda (26), mais de 15 mil voos foram cancelados nos Estados Unidos. O fechamento de aeroportos em solo norte-americano prejudica a operação de outros aeroportos, que tinham voos com destino ao país.
Pelo menos 36 voos que saíram do Brasil, tiveram a escala cancelada, por terem como destino os Estados Unidos.

Mortes em nevasca nos EUA
Até a manhã desta segunda-feira (26), foram confirmadas 10 mortes em decorrência da nevasca que atinge os Estados Unidos. Segundo o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, cinco pessoas foram encontradas mortas ao ar livre durante o fim de semana. Embora não tenha confirmado se as mortes estavam relacionadas ao clima, ele disse a repórteres que “não há lembrete mais forte do perigo do frio extremo”.
No Texas, as autoridades confirmaram três mortes, incluindo a de uma menina de 16 anos que faleceu em um acidente de trenó. Duas pessoas morreram de hipotermia na Louisiana, informou o departamento de saúde do estado.
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