O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (22) os documentos que lançam formalmente o “Conselho de Paz” que atuará na estabilização da Faixa de Gaza, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Em discurso, ele afirmou que irá trabalhar com muitos países, além da Organização das Nações Unidas (ONU), e mencionou que sente-se “honrado” em ser presidente da aliança. O conselho surge sob críticas de que pretende ocupar um papel que hoje é da ONU.

Presidente dos EUA, Donald Trump, assina documento que cria o Conselho da Paz, em Davos, na Suíça.
Presidente dos EUA, Donald Trump, assina o documento que cria o Conselho da Paz. (Foto: Benedikt von Loebell/World Economic Forum/Flickr)

“A ONU possui um potencial tremendo, mas não o utiliza. O Conselho de Paz não é para os EUA, é para o mundo todo”, disse, ao reiterar que sua administração foi responsável por encerrar oito guerras e, em breve, espera resolver o conflito entre Rússia e Ucrânia. “Estou trabalhando para parar com a matança na Ucrânia”, acrescentou.

Em relação a outros focos de instabilidades geopolíticas, Trump mencionou que o conflito em Gaza está quase encerrado e restam “poucos focos de incêndio” para que a guerra na região termine. Segundo ele, haverá muito sucesso em Gaza e está comprometido em assegurar a desmilitarização no local.

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Todo mundo quer fazer parte do Conselho de Paz, diz Trump

Em seu discurso, Trump disse que “todo mundo quer fazer parte do Conselho de Paz”. No entanto, vários países convidados, inclusive o Brasil, ainda não responderam ao convite de Trump. Noruega, Suécia, França, Eslovênia e Reino Unido anunciaram que não devem se juntar ao grupo.

Segundo Trump, 59 países já estão alinhados para participar do grupo, mas, oficialmente, apenas 22 nações já disseram “sim” oficialmente. São eles: Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Catar, Cazaquistão, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Marrocos, Paraguai, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.

Idealizado, criado e presidido por Trump, o conselho não tem clara a sua real legitimidade para propor e executar qualquer medida de paz em terras estrangeiras. Foi criado, segundo o presidente republicano, para tratar das questões de Gaza, mas ele afirmou que o conselho poderá atuar em outros assuntos mundiais.

Os países convidados, caso aceitem, terão três anos de mandato. Para ter uma cadeira permanente no Conselho de Paz de Trump, os interessados terão de pagar US$ 1 bilhão, fundo que será administrado exclusivamente pelo norte-americano.

*Com informações do Estadão Conteúdo e da Agência Brasil

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Sérgio Luis de Deus

Editor

Jornalista formado pela PUCPR com 25 anos de carreira. Especializado em política, economia e cotidiano. Pós-graduado em Sociologia Política pela UFPR e em Planejamento/Gestão de Negócios pela FAE

Jornalista formado pela PUCPR com 25 anos de carreira. Especializado em política, economia e cotidiano. Pós-graduado em Sociologia Política pela UFPR e em Planejamento/Gestão de Negócios pela FAE