A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (26), para que ele receba acompanhamento religioso com um padre na Papudinha, penitenciária dentro do Complexo da Papuda, em Brasília. O pedido será avaliado pelo ministro Alexandre de Moraes.

No início de janeiro, quando Bolsonaro ainda estava preso na Superintendência da Polícia Federal, também na capital federal, os advogados do ex-presidente já haviam solicitado assistência religiosa, com visitas semanais dos pastores Robson Lemos Rodovalho e Thiago Macieira Manzoni, que também são políticos. A solicitação foi aceita por Moraes.
Na ocasião, o ministro determinou que os encontros espirituais ocorressem uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, de forma individual, com duração máxima de uma hora.
Agora, Bolsonaro solicitou a assistência do padre Paulo Silva. Caso o novo pedido seja aceito por Moraes, o religioso da Igreja Católica passará a integrar o grupo de assistência religiosa.
A assistência religiosa a detentos é um direito garantido pela Constituição e pela Lei de Execução Penal, independentemente da fé do apenado. O procedimento visa a ressocialização e o bem-estar dos presos, e é concedido após manifestação de vontade do custodiado.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por participação na trama golpista, e desde o dia 15 de janeiro cumpre pena na Papudinha.
Quer receber notícias no seu celular? Entre no canal do Whats do Ric.com.br. Clique aqui.