O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, neste sábado (3), gerou forte repercussão internacional. Líderes de diversos países se dividiram entre apoiar e condenar a ação coordenada por Donald Trump.

A Rússia, parceiro histórico da Venezuela, condenou o que chamou de “ato de agressão armada”. “Tais ações representam uma violação inaceitável da soberania de um Estado independente, cujo respeito é um princípio fundamental do direito internacional”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em comunicado.
⚡️ We are extremely concerned by reports that Venezuela’s President & his spouse were forcibly taken out of the country during today’s aggressive actions by the US.
— MFA Russia 🇷🇺 (@mfa_russia) January 3, 2026
If confirmed, this would constitute a grave violation of sovereignty & international law.https://t.me/MFARussia/27938 pic.twitter.com/awhHTKM4Xk
Igualmente alinhado ao regime, o Irã classificou o ataque norte-americano como “uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial”, e cobrou que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) atue para interromper a “ação ilegal”.
Escalada da tensão na América do Sul
País que possui fronteira extensa com a Venezuela, a Colômbia manifestou “profunda preocupação” com as explosões registradas em Caracas e a escalada da tensão na região.
“O governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil. de forma preventiva, o Governo Nacional dispôs medidas para proteger a população civil, preservar a estabilidade na fronteira colombiano-venezuelana e atender oportunamente eventuais necessidades humanitárias ou migratórias, em coordenação com as autoridades locais e os organismos competentes”, disse o presidente Gustavo Petro.
El Gobierno de la República de Colombia observa con profunda preocupación los reportes sobre explosiones y actividad aérea inusual registrados en las últimas horas en la República Bolivariana de Venezuela, así como la consecuente escalada de tensión en la región.
— Gustavo Petro (@petrogustavo) January 3, 2026
Colombia…
O presidente chileno, Gabriel Boric, foi na mesma esteira e pediu para que “se busque uma saída pacífica para a grave crise que afeta o país”.
A União Europeia também se pronunciou sobre a ação militar e a captura de Nicolás Maduro. A chefe de externa do bloco, Kaja Kallas, afirmou que conversou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e com o embaixador da UE no país.
Segundo ela, Maduro não possui legitimidade para presidir a Venezuela após as controversas eleições presidenciais de 2024, quando o ditador se perpetuou no poder em meio a rejeição do resultado oficial do pleito pela oposição e grande parte da comunidade internacional, por fraude. Apesar disso, o grupo defende que, em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados.
I have spoken with Secretary of State Marco Rubio and our Ambassador in Caracas. The EU is closely monitoring the situation in Venezuela.
— Kaja Kallas (@kajakallas) January 3, 2026
The EU has repeatedly stated that Mr Maduro lacks legitimacy and has defended a peaceful transition. Under all circumstances, the principles…
Quer receber notícias no seu celular? Entre no canal do Whats do RIC.COM.BR. Clique aqui.