O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, neste sábado (3), gerou forte repercussão internacional. Líderes de diversos países se dividiram entre apoiar e condenar a ação coordenada por Donald Trump.

captura do presidente da Venezuela Nicolás Maduro após ataque à Venezuela
O presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado por tropas dos EUA e tem paradeiro desconhecido. (Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria e Reprodução/X)

A Rússia, parceiro histórico da Venezuela, condenou o que chamou de “ato de agressão armada”. “Tais ações representam uma violação inaceitável da soberania de um Estado independente, cujo respeito é um princípio fundamental do direito internacional”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em comunicado.

Igualmente alinhado ao regime, o Irã classificou o ataque norte-americano como “uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial”, e cobrou que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) atue para interromper a “ação ilegal”.

Escalada da tensão na América do Sul

País que possui fronteira extensa com a Venezuela, a Colômbia manifestou “profunda preocupação” com as explosões registradas em Caracas e a escalada da tensão na região.

“O governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil. de forma preventiva, o Governo Nacional dispôs medidas para proteger a população civil, preservar a estabilidade na fronteira colombiano-venezuelana e atender oportunamente eventuais necessidades humanitárias ou migratórias, em coordenação com as autoridades locais e os organismos competentes”, disse o presidente Gustavo Petro.

O presidente chileno, Gabriel Boric, foi na mesma esteira e pediu para que “se busque uma saída pacífica para a grave crise que afeta o país”.

A União Europeia também se pronunciou sobre a ação militar e a captura de Nicolás Maduro. A chefe de externa do bloco, Kaja Kallas, afirmou que conversou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e com o embaixador da UE no país.

Segundo ela, Maduro não possui legitimidade para presidir a Venezuela após as controversas eleições presidenciais de 2024, quando o ditador se perpetuou no poder em meio a rejeição do resultado oficial do pleito pela oposição e grande parte da comunidade internacional, por fraude. Apesar disso, o grupo defende que, em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados.

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Rafael Nascimento

Repórter

Jornalista há mais de 15 anos, formado pela PUCPR e especializado em Gestão e Produção em Rádio e TV. Acumulou experiência em grandes redações em Curitiba, em TVs, sites de notícias e impresso, e na cobertura de eventos esportivos nacionais e internacionais.

Jornalista há mais de 15 anos, formado pela PUCPR e especializado em Gestão e Produção em Rádio e TV. Acumulou experiência em grandes redações em Curitiba, em TVs, sites de notícias e impresso, e na cobertura de eventos esportivos nacionais e internacionais.