Curitiba realizou 19 internações involuntárias de pessoas em situação de rua, após a prefeitura adotar um novo protocolo à pessoas com transtornos mentais, associados ou não ao uso abusivo de álcool e outras drogas, neste mês de janeiro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pela administração municipal.

Segundo a prefeitura, o novo protocolo foi executado apenas em pessoas que colocaram “a própria vida em risco”. Na maior parte das internações, após atendimento em serviço de urgência.
A primeira internação involuntária na capital foi registrada em 9 de janeiro, conduzida por abordagem de uma equipe do Consultório na Rua. Na oportunidade, a equipe médica entendeu que a mulher atendida colocava a própria vida em risco, precisava ser estabilizada e receber tratamento adequado para desintoxicação.
Em entrevista à Ric RECORD após a primeira internação involuntária, o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) garantiu que a palavra final sobre o tratamento compulsório será sempre de um médico psiquiatra da Secretaria Municipal de Saúde.
“A internação involuntária não é regra, é exceção. Ela será feita somente em casos muito graves, quando a pessoa não tem mais controle das suas ações e esteja pondo em perigo a própria vida ou a de terceiros”, explicou Pimentel.
A medida entrou em vigor em dezembro do ano passado, após a publicação de uma portaria.
Maioria dos curitibanos aprova novo protocolo de internação involuntária
Levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, e divulgado na última terça-feira (27), aponta que a maioria dos moradores de Curitiba apoia o novo protocolo da prefeitura de internar de forma involuntária pessoas com transtornos ou dependência química.
O instituto perguntou aos entrevistados se eles são favoráveis ou contrários a internação involuntária, e 86% disseram ser a favor:

A pesquisa também perguntou se a internação involuntária poderia diminuir o número de dependentes químicos nas ruas. A maioria dos entrevistados (83,5%) disse que sim. Veja as respostas:

O estudo trouxe ainda a percepção dos moradores da capital sobre o poder público intervir para proteger a vida de uma pessoa e terceiros, mesmo que ela não concorde com o atendimento. 89,4% concordam com a atuação nestas circunstâncias. Confira a avaliação:

A Prefeitura de Curitiba afirma que o trabalho é feito “com responsabilidade, transparência e critérios técnicos”, e que o principal objetivo é a reinserção social da pessoa com “total capacidade de gerir a própria vida”.
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