Os resultados das Eleições 2026 estão ligados a escolha dos eleitores. Por isso, o processo de seleção desses candidatos é fundamental para um voto consciente. Existem diversos motivos para justificar essa decisão, como por exemplo a carreira política, uma ideologia próxima ou até mesmo a vida pessoal desse postulante.

Mesários durante processo da zerésima em seção eleitoral; eleitor precisa de informações para ter um voto consciente
Informações ajudam eleitor a conseguir ter um voto mais consciente. (Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)

Mas é importante pesquisar referências sobre esse candidato, especialmente, caso ele já esteja na vida pública. Se foi prefeito, que tipo de ações ele desenvolveu pelo município. Caso tenha sido deputado federal, que projetos apresentou e que emendas conseguiu para a respectiva região.

Diversos sites públicos e privados oferecem informações úteis sobre esses candidatos, o que dá maior segurança para o eleitor realizar um voto consciente.

Analise o histórico e a vida pública: o que o candidato já fez?

As eleições são no proximo domingo
Eleitor pode usar plataformas digitais para ter mais informações sobre candidatos. (Foto: Antonio Augusto/ Ascom/ TSE)

A pesquisa é uma das principais ferramentas que o eleitor tem para definir qual candidato escolher nas Eleições 2026.

Por exemplo, caso o candidato ocupe algum cargo legislativo, o site oficial dessas institiuições terá o perfil desse parlamentar. Nele é possível verificar quais projetos de lei ele aprovou, posicionamento em votações nessas casas legislativas e outras informações da carreira política desses postulantes.

Outra ferramenta é o portal DivulgaCandContas, de responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que conta com diversas informações de políticos que concorreram em eleições passadas.

Assim é possível verificar os bens declarados desses candidatos em cada período eleitoral, todas as doações de campanha recebidas, bem como o histórico eleitoral desses políticos.

Plano de Governo: como identificar propostas reais e factíveis

O Poder Executivo é responsável por realizar investimento públicos para melhoria das condições de vida da socieda. Mas essas verbas também são oriundas do contribuinte, portanto, é preciso responsabilidade nessas destinações.

Por isso, antes mesmo de efetivamente ingressarem nesses cargos, é importante que o eleitor veja se as propostas feitas pelos candidatos são factíveis com a realidade.

Os candidatos a cargos executivos são obrigados a divulgarem publicamente os planos de governo. Neles, os eleitores podem verificar as propostas, mas também as justificativas para esses investimentos e como eles serão executados.

Esse processo é importante para evitar que promessas de campanha irreais ganhem espaço e que os candidatos busquem elaborar planos de governo factíveis com a realidade.

Afinidade Ideológica: seus valores combinam com os do candidato?

Em uma sociedade cada vez mais digital, a política também acaba sendo muito mais vista pela sociedade, em especial, nas redes sociais.

Assim, é muito comum ver políticos que utilizam as redes sociais para mostrar o dia a dia, não apenas nas funções públicas, mas também na vida privada.

Dessa forma, os eleitores acabam também conhecendo mais sobre os valores desses políticos e assim o voto por afinidade também tem crescido.

Por exemplo, nas últimas décadas fenômenos como o crescimento da bancada evangélica e das primeiras eleições de candidatos trans e outros representantes do público LGBTI+ têm sido notados no Congresso Nacional.

Além dessa representatividade, as redes sociais e outras mídias dos políticos também mostram como essas pessoas veem a sociedade.

Por exemplo, o posicionamento dessas pessoas em temas como segurança pública, pautas sociais e economia está cada vez mais claro e por isso é importante ao eleitor buscar representatividade na escolha do candidato.

Cuidado com Fake News: como validar informações antes de decidir

pessoa mexendo no celular para ilustrar black friday em 2025
Redes sociais auxiliam a potencializar a disseminação de fake news. (Foto: Ilustração/Canva)

Ao mesmo tempo que as redes sociais ampliam o número de informações disponíveis sobre os candidatos, os eleitores também precisam ficar atentos sobre a veracidade desses conteúdos.

As chamadas ‘fake news’ estão presentes há muito tempo na política nacional. Antes dos conteúdos falsos produzidos por Inteligência Artificial, os chamados jornais apócrifos divulgam informações inverídicas com o objetivo de atacar rivais políticos.

Mas as redes sociais potencializam a disseminação desse conteúdo e por isso é importante ao eleitor divulgar apenas informações as quais têm certeza da credibilidade, sob risco de também contribuir com a desinformação.

Por isso, o eleitor quando se deparar com uma informação na qual não tem certeza da veracidade precisa buscar o apoio de ferramentas de checagem, bem como no trabalho de veículos da imprensa que sejam consolidados na cobertura das eleições, como o Portal RIC.

Porque além de garantir um voto mais consciente, esse maior embasamento também auxilia o eleitor a auxiliar outras pessoas a não acreditarem e divulgarem notícias falsas.

Quem financia a campanha? Siga o dinheiro para entender os interesses

dinheiro brasileiro
Doações de campanha também precisam ser alvo de atenção do eleitor. (Foto: Pixabay)

Fazer política envolve investimento e por isso os candidatos buscam doações de campanha para conseguirem custear as despesas do processo eleitoral, como pagamento de funcionários, impressão de materiais gráficos, entre outros.

Para que o eleitor saiba a quantia e de onde vem esses valores, a plataforma DivulgaCandContas disponibiliza esses números de forma atualizada, inclusive durante o período eleitoral.

Assim o eleitor pode saber quais pessoas físicas e jurídicas estão doando para cada um dos candidatos. Essa pesquisa mostra, inclusive, quais setores da economia ou que grupos ideológicos defendem cada político.

Até porque essas doações também sugerem que grupos podem ser focos em uma possível gestão do candidato beneficiado. Dessa maneira, a atenção a esses valores também é uma forma de fiscalização do público.

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Jorge de Sousa

Editor

Jorge de Sousa é formado em jornalismo desde 2016, pós-graduado em Direito Eleitoral e Processo Eleitoral e especializado na cobertura de pautas sobre Política, do Paraná e do Brasil, além de matérias sobre Agronegócio e Esportes.

Jorge de Sousa é formado em jornalismo desde 2016, pós-graduado em Direito Eleitoral e Processo Eleitoral e especializado na cobertura de pautas sobre Política, do Paraná e do Brasil, além de matérias sobre Agronegócio e Esportes.