Com datas já definidas, mudanças no calendário e regras que impactam diretamente o eleitor, as eleições gerais de 2026 começam a entrar no radar dos brasileiros. Em outubro, o Brasil vai às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados, em um processo que combina diferentes sistemas de votação e envolve prazos importantes para regularização do título.

Além do calendário de votação — com primeiro e possível segundo turnos marcados para os dias 4 e 25 —, o pleito traz como novidade a alteração na data de posse presidencial e reforça, mais uma vez, os mecanismos de segurança e transparência que sustentam o sistema eleitoral brasileiro.
Calendário eleitoral 2026: datas de votação, posses e prazos
O eleitor brasileiro já pode se preparar para as eleições gerais de 2026, que definirão os ocupantes dos principais cargos do Executivo e do Legislativo no país. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno, se necessário, será em 25 de outubro. Veja abaixo as principais datas do calendário eleitoral deste ano:
- 20 de julho a 5 de agosto – Convenções partidárias: este é o período das convenções partidárias, quando partidos e federações poderão realizar os eventos para deliberar sobre coligações e definir candidatas e candidatos aos cargos em disputa.
- 15 de agosto – Registros de candidatura: após a definição das candidaturas, os partidos têm até 15 de agosto para registrar os nomes escolhidos na Justiça Eleitoral.
- 16 de agosto – Início da campanha eleitoral: antes dessa data, qualquer divulgação ou manifestação que contenha pedido explícito de voto pode ser caracterizada como irregular e sujeita à aplicação de multa.
- 28 de agosto a 1º de outubro – veiculação do horário eleitoral gratuito em TV e rádio: a contagem é feita considerando-se os 35 dias anteriores à antevéspera do 1º turno.
- 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (2º turno, se for necessário): a votação terá início às 8h, considerando-se o horário de Brasília, com encerramento às 17h.
- 19 de dezembro – Diplomação: último dia para a diplomação de eleitas e eleitos.
Outra novidade do pleito: a partir de 2027, a posse do presidente da República passa a ocorrer em 5 de janeiro, e não mais no dia 1º, como previa o modelo anterior. A mudança também vale para governadores eleitos, enquanto deputados e senadores continuam tomando posse em fevereiro, conforme a Constituição.
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Quais cargos estão em disputa e qual a ordem de votação?
Em 2026, os eleitores vão às urnas para escolher representantes em cinco cargos diferentes. A votação segue uma ordem específica na urna eletrônica, que deve ser observada com atenção:
- Deputado Federal
- Deputado Estadual (ou Distrital, no caso do DF)
- Senador – neste pleito, serão duas vagas por unidade da federação
- Governador
- Presidente da República
Conhecer essa sequência ajuda a evitar erros e agiliza o processo de votação no dia da eleição.
Sistema majoritário X proporcional: como o seu voto é contado?
Nem todos os votos dos eleitores são contabilizados da mesma forma. Nas eleições brasileiras, convivem dois sistemas distintos:
- Sistema majoritário: utilizado para os cargos de presidente, governador e senador. Nesses casos, vence o candidato mais votado — em alguns cargos, podendo haver segundo turno se ninguém alcançar a maioria absoluta no primeiro.
- Sistema proporcional: aplicado às eleições para deputado federal e deputado estadual. Aqui, o voto vai primeiro para o partido ou federação, e o número de cadeiras conquistadas depende do total de votos da legenda. Só depois disso é definida a lista de candidatos eleitos.
Na prática, isso significa que o voto para deputado também fortalece o partido escolhido.
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Quem é obrigado a votar e como regularizar o título de eleitor

O voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 anos.
Quem precisa regularizar o título de eleitor, fazer transferência de domicílio eleitoral ou cadastrar a biometria deve ficar atento ao prazo: até 6 de maio de 2026. Após essa data, o cadastro eleitoral é fechado para organização do pleito.
Consulte a situação do seu título de eleitor no Autoatendimento Eleitoral, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse serviço informa se você está apto a votar ou se tem pendências que precisam ser regularizadas. Veja abaixo um passo a passo:
- Entre no Autoatendimento Eleitoral.
- Escolha a opção “Título Eleitoral” e depois “Regularize seu título eleitoral cancelado” (ou similar).
- Preencha seus dados (CPF ou número do título) e siga os passos no formulário online.
- Se houver multas por ausência às urnas, gere e pague a guia via sistema.
- Anote o número do protocolo e acompanhe o andamento pelo mesmo portal.
Você também pode usar o aplicativo e-Título (Android/iOS) para consultar a situação e emitir a certidão de quitação eleitoral, se seu título já estiver regularizado.
O início do ano é considerado estratégico para resolver pendências, já que evita filas e garante que o eleitor esteja apto a votar em outubro.
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Segurança e transparência: o papel da urna eletrônica e auditorias

A segurança do processo eleitoral é coordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por meio do chamado Ciclo de Transparência Eleitoral. O conjunto de medidas envolve desde a abertura dos códigos-fonte das urnas eletrônicas para fiscalização de entidades independentes até auditorias antes e depois das eleições.
Universidades, Forças Armadas, partidos políticos, Ministério Público e organizações da sociedade civil podem participar das etapas de verificação. Além disso, testes públicos de segurança simulam tentativas de ataque ao sistema, com o objetivo de identificar e corrigir eventuais falhas.
Segundo o TSE, esse modelo reforça a confiabilidade, a integridade e a transparência das eleições brasileiras, consideradas uma das maiores operações eleitorais totalmente informatizadas do mundo.
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