O PL definiu, nesta quinta-feira (5), lançar Carlos Bolsonaro para a disputa ao Senado Federal em Santa Catarina. A decisão contraria a vontade da ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, que apoiava a manutenção da candidatura da deputada federal Caroline de Toni – que agora deve deixar a legenda e migrar para o Partido Novo.

Na última quarta-feira (4), Michelle chegou a fazer uma postagem nas redes sociais, em que manifestava apoio a de Toni e disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro também a apoiava. A decisão de lançar o vereador no Rio de Janeiro passou pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Antes de deixar o partido, a deputada deve se reunir com o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e Costa Neto. A parlamentar deve ser comunicada oficialmente da decisão pelo apoio a Carlos Bolsonaro nesse encontro.
A tendência é que o PL e o PP fechem chapa em Santa Catarina, com o senador Esperidião Amin sendo o segundo nome dessa união para a disputa do Senado.
Assim, Mello evitaria que o PP apoiasse outra candidatura de centro-direito no estado. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD) deve ser o principal concorrente da reeleição do atual governador.
Escolha de Carlos pode gerar novo embate entre Michelle e filhos de Bolsonaro

A escolha de Carlos ao invés de Caroline de Toni é mais um capítulo dos atritos entre Michelle e os filhos de Jair Bolsonaro.
Em dezembro de 2025, Michelle criticou a aproximação do PL com Ciro Gomes para as disputas eleitorais no Ceará. Os quatro filhos de Bolsonaro na política – Flávio, Eduardo, Carlos e Jair Renan, publicamente criticaram a fala da ex-primeira-dama.
Esse episódio atrapalhou Michelle a se consolidar como candidata em uma chapa presidencial nas Eleições 2026, o que fortaleceu Flávio dentro da legenda.
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