Brasil - Famílias de baixa renda com pacientes em tratamento de câncer podem passar a ter desconto na conta de luz. A Comissão de Desenvolvimento Urbano do Congresso Nacional aprovou, em dezembro, um projeto de lei que amplia a Tarifa Social de Energia Elétrica para esse público.

foto de conta de luz da copel
Proposta ainda precisa passar por comissões antes da aprovação final na Câmara e Senado (Foto: Reprodução/AEN)

Pela proposta, terão direito ao benefício as famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda mensal de até um salário mínimo, e que comprovem a existência de pessoa em tratamento oncológico no núcleo familiar.

A Tarifa Social de Energia Elétrica concede descontos na conta de luz para consumidores de baixa renda, que podem variar de 10% a 100%, conforme a faixa de consumo. Atualmente, o benefício contempla famílias inscritas no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa; indígenas e quilombolas cadastrados; famílias com renda de até três salários mínimos que tenham integrantes dependentes de aparelhos elétricos para tratamento de saúde; além de idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Texto é uma nova versão de outras duas propostas

A comissão aprovou uma nova versão do projeto, apresentada pelo relator Saulo Pedroso (PSD-SP), que unifica dois projetos de lei em análise na Câmar, um deles com autoria do do deputado Pastor Gil (PL-MA).

As propostas originais previam a gratuidade total nas contas de água e energia elétrica para pacientes em tratamento de câncer atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de pessoas com deficiência e com transtorno do espectro autista. No entanto, o relator optou por restringir o benefício à Tarifa Social de Energia Elétrica, excluindo a gratuidade no fornecimento de água.

Segundo Saulo Pedroso, a ampliação irrestrita dos benefícios poderia gerar subsídios cruzados, com impacto direto sobre outros consumidores. O parlamentar também alertou para o risco de aumento nas tarifas e para possíveis desequilíbrios nos contratos de concessão dos serviços públicos.

“O aumento geral das tarifas de energia ou de água para oferecer gratuidade a esses grupos certamente atingiria pessoas em condições financeiras desafiadoras e, especialmente no caso da luz, geraria distorções nas relações de consumo”, disse o relator.

O que falta para virar lei?

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Minas e Energia; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Quer receber notícias no seu celular? Entre no canal do Whats do Ric.com.br. Clique aqui.

Jessica Ibrahin

Repórter

Jéssica Ibrahin é formada em Jornalismo e pós-graduada em Ciência Política pela UNICAP. Atuou em redações de rádio, TV e portais de notícia, com experiência em entrevistas e reportagens sobre política, cultura e comportamento.

Jéssica Ibrahin é formada em Jornalismo e pós-graduada em Ciência Política pela UNICAP. Atuou em redações de rádio, TV e portais de notícia, com experiência em entrevistas e reportagens sobre política, cultura e comportamento.