A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve voltar a disputar uma vaga no Senado Federal. Atualmente licenciada do mandato de deputada federal, ela já comunicou a auxiliares mais próximos a intenção de concorrer ao Senado pelo Paraná, após dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Conforme apuração do portal Metrópoles, a entrada de Gleisi na corrida eleitoral atende a uma articulação do próprio presidente. Caso confirme a candidatura, a ministra precisará deixar o cargo no Executivo até o dia 4 de abril, prazo previsto pela legislação eleitoral.
Apesar do esforço do PT para construir nomes competitivos no estado, os levantamentos indicam vantagem dos pré-candidatos alinhados à direita entre o eleitorado paranaense.
Ratinho Junior lidera disputa ao Senado
Mesmo visando disputar as eleições presidenciais, o governador Ratinho Junior desponta como o nome mais forte para o Senado. Em pesquisa do instituto Real Time divulgada em novembro de 2025, ele somava 31% das intenções de voto. Na sequência apareciam a jornalista Cristina Graeml (União Brasil), com 14%, o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo) e o deputado Filipe Barros (PL), ambos com 13%.
Os representantes do PT surgem logo depois. Gleisi Hoffmann registrava 10% das intenções de voto, enquanto o deputado federal Zeca Dirceu alcançava 8%.
Em um cenário sem a participação de Ratinho Junior, hipótese considerada caso o governador opte por disputar a Presidência da República, Dallagnol e Graeml liderariam com 20% cada. Barros aparecia em terceiro, com 18%, e Gleisi figurava na quarta posição, com 12%.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores nos dias 25 e 26 de novembro do ano passado e tem margem de erro de três pontos percentuais.
Planos do PT mudam após Gleisi Hoffmann aceitar disputar Senado
Ainda de acordo com o Metrópoles, a princípio, a ministra avaliava tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados, mas a estratégia foi revista após conversa com Lula. A mudança integra o plano do governo para ampliar a base de apoio no Senado Federal.
Nas eleições deste ano, 54 das 81 cadeiras da Casa serão renovadas, o equivalente a dois terços do total, com a escolha de dois senadores por unidade da Federação.
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