O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não irá ao evento de assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai. O Brasil será representado na formalização do tratado, costurado há 26 anos, apenas pelo chanceler Mauro Vieira, informou o Itamaraty.

Lula com a mão na cabeça
Sem Lula, o Brasil será representado pelo chanceler Mauro Vieira na cerimônia histórica. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Lula será o único presidente entre os países que compõem o Mercosul a não comparecer a cerimônia, mesmo tendo assumido o papel de principal articulador do acordo comercial com o bloco europeu nos últimos anos.

Conforme a diplomacia brasileira, o evento de assinatura foi planejado inicialmente a nível ministerial. Mesmo assim, por conta da importância histórica da cerimônia, o presidente paraguaio, Santiago Peña, enviou convites aos demais Chefes do Executivo.

A tendência é que o líder argentino Javier Milei, com quem Lula também uma relação protocolar e distante, prestigie a assinatura do acordo Mercosul-UE.

Apesar de rechaçar o encontro no Paraguai, Lula recebe, nesta sexta-feira (16), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. A reunião bilateral, seguida de fotos oficiais, ocorrerá no Palácio Itamaraty, no Rio.

Lula e Ursula von der Leyen; Acordo entre Mercosul e União Europeia pode ser assinado neste sábado (20)
Na véspera da assinatura do acordo Mercosul-UE, Lula recebe a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Maior zona de livre comércio do mundo

Os debates sobre o pacto entre Mercosul e União Europeia, para criar a maior zona de livre comércio do mundo, são costurados há 26 anos. Após ser selado, o acordo irá possibilitar ao Brasil acessar um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões, e oportunidades especialmente ao agronegócio nacional.

Pelo texto, insumos como soja, carne, açúcar, arroz e carnes teriam a entrada facilitada no Velho Continente. Em contrapartida, os parceiros comerciais europeus poderiam exportar mais veículos, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas, entre outros produtos.

Além da redução gradual de tarifas, o acordo prevê ainda investimentos e padrões regulatórios entre os blocos.

agro paranaense será um dos principais beneficiados com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia.

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Rafael Nascimento

Repórter

Jornalista há mais de 15 anos, formado pela PUCPR e especializado em Gestão e Produção em Rádio e TV. Acumulou experiência em grandes redações em Curitiba, em TVs, sites de notícias e impresso, e na cobertura de eventos esportivos nacionais e internacionais.

Jornalista há mais de 15 anos, formado pela PUCPR e especializado em Gestão e Produção em Rádio e TV. Acumulou experiência em grandes redações em Curitiba, em TVs, sites de notícias e impresso, e na cobertura de eventos esportivos nacionais e internacionais.