O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por cerca de 45 minutos, na noite de quinta-feira (22), por telefone, com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, em um momento de posicionamento do país no cenário internacional.

Segundo o Palácio do Planalto, os dois líderes trataram do adensamento das relações bilaterais desde a visita de Xi ao Brasil, em novembro de 2024, quando foi anunciada a formação da Comunidade de Futuro Compartilhado por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável. Na conversa, Lula e Xi destacaram as sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento dos dois países, com foco em infraestrutura, transição ecológica e tecnologia.
Os presidentes também concordaram em ampliar a cooperação em áreas da fronteira do conhecimento. Nesse contexto, Lula informou que o Brasil concederá isenção de vistos de curta duração para algumas categorias de cidadãos chineses, em reciprocidade à medida adotada por Pequim desde 2025.
Lula e Xi Jinping defendem fortalecimento da ONU
No cenário internacional, Lula ressaltou que Brasil e China têm papel central na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio. Os dois líderes reiteraram ainda o compromisso com o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) como caminho para a preservação da paz e da estabilidade global. Ao final da conversa, concordaram em manter coordenação frequente sobre temas da agenda bilateral e de interesse regional e global.
Confira o que Lula falou nas redes sociais:
Conversei por telefone na noite desta quinta (22) com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping. Falamos sobre o adensamento de nossas relações bilaterais desde a visita do presidente Xi ao Brasil em novembro de 2024. Destacamos as sinergias entre nossos projetos…
— Lula (@LulaOficial) January 23, 2026
Convite de Trump para Conselho de Paz continua sem resposta
A intensificação do diálogo com a China ocorre enquanto o Brasil adota cautela diante da proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criação de um Conselho de Paz para a Faixa de Gaza. De acordo com informações da CNN, não há pressa para responder ao convite e que uma decisão não deve ser anunciada nesta semana, já que as avaliações políticas e jurídicas ainda estão em curso.
Desde que a iniciativa foi apresentada, diplomatas brasileiros têm apontado preocupações sobre a possível sobreposição de funções com o Conselho de Segurança da ONU, além de questionamentos sobre a abrangência do novo órgão para tratar de outros conflitos internacionais além de Gaza.
Também não está claro se uma eventual adesão exigiria aprovação dos parlamentos nacionais dos países convidados. Até o momento, a adesão internacional é considerada baixa. A China também não se pronunciou se aceitará o convite.
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