O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por cerca de 50 minutos nesta segunda-feira (26), segundo nota oficial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O telefonema resultou em um acordo para uma visita do brasileiro a Washington em breve. A situação política da Venezuela e possíveis iniciativas conjuntas para o Conselho da Paz – para o qual o Brasil foi convidado, mas ainda não respondeu – foram alguns dos assuntos discutidos.

Presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião bilateral na Malásia, em outubro de 2025
Lula combinou com Trump, por telefone, um encontro presencial em Washington nos próximos meses. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A ligação entre Lula e Trump reforça o diálogo diplomático entre os dois países, após o choque causado pela imposição de tarifas comerciais no ano passado. Ficou acordado que, após a viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul, no fim de fevereiro, os dois vão definir uma data para esse encontro em Washington, cujo objetivo é fortalecer a cooperação bilateral.

A situação na Venezuela foi tratada de modo prioritário na conversa. Ambos os líderes abordaram cenários de instabilidade e destacaram a importância de ações coordenadas no âmbito internacional. Também foi discutido o papel do Conselho da Paz na promoção de negociações pacíficas na América do Sul.

O que Lula e Trump conversaram por telefone

Lula propôs a Trump que o Conselho de Paz se limite à questão de Gaza e preveja um assento para a Palestina. Não houve uma resposta por parte do presidente brasileiro em relação ao convite para integrar o grupo, no entanto.

“Ao comentar o convite formulado ao Brasil para que participe do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas (ONU), que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”, informou a Secom, em nota.

Sobre a crise na Venezuela, Lula ressaltou a Trump a “importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”, disse o governo brasileiro.

Os presidentes também “trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias”, segundo a Secom.

“O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”, informou a Secom..

Lula também falou com Trump sobre a proposta encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro do ano passado em relação ao fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado.

O presidente brasileiro “manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras”, de acordo com a Secom, que informou, ainda, que “a proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano”.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Sérgio Luis de Deus

Editor

Jornalista formado pela PUCPR com 25 anos de carreira. Especializado em política, economia e cotidiano. Pós-graduado em Sociologia Política pela UFPR e em Planejamento/Gestão de Negócios pela FAE

Jornalista formado pela PUCPR com 25 anos de carreira. Especializado em política, economia e cotidiano. Pós-graduado em Sociologia Política pela UFPR e em Planejamento/Gestão de Negócios pela FAE