Mesmo preso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem dado as cartas do Partido Liberal (PL) para as Eleições 2026, e transformou a Papudinha, onde permanece detido, em uma espécie de “comando eleitoral” da extrema-direita.

Interlocutores afirmam que o político negocia pré-candidaturas e busca uma aproximação com aliados desde a prisão, no fim de novembro do ano passado. Bolsonaro já foi visitado por 18 pessoas, entre políticos e familiares, sob autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o portal R7, as conversas mais recentes do ex-presidente tiveram como foco a definição da chapa de Flávio Bolsonaro (PL), seu filho 01, para as eleições presidenciais.
O próprio Bolsonaro confirmou a pré-candidatura do filho, por meio de uma carta assinada no fim de dezembro. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a pré-campanha de Flávi Bolsonaro, descarta a possibilidade de uma chapa pura do PL.
“A ideia é termos a possibilidade de atrairmos outros partidos. Isso vai ser tratado ao longo dos próximos meses, para começarmos com o maior número de integrantes, termos o maior tempo de TV. Vamos trabalhar nessa linha”, revelou Marinho após visitar Bolsonaro, na última quarta (4).
Visitas de Bolsonaro na Papudinha
No fim de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da Polícia Militar do Distrito Federal e liberou Bolsonaro a receber visitas aos sábados. Com isso, a agenda de fevereiro já está cheia.
Neste sábado (7), Bolsonaro foi visitado pelo líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar comentou que recebeu orientações políticas de Bolsonaro.
“Eu, assumindo a liderança da oposição, escutei todas as determinações do presidente Bolsonaro para o nosso comportamento na Câmara. O que estão fazendo com o presidente Bolsonaro é desumano. Ele precisaria urgentemente estar em casa, não preso”, disse.
No sábado de Carnaval (14), o ex-secretário de Assuntos Fundiários de Bolsonaro, Luiz Antonio Nabhan Garcia, e o senador Wilder Morais (PL-GO) devem ir ao complexo prisional.
Para os demais dias, também foram autorizadas as visitas de outros quatro parlamentares: os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sanderson (PL-RS), e os senadores Bruno Bonetti (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ). Há, ainda, a expectativa de uma visita do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), a depender do aval de Moraes.
*com informações do portal R7
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