A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) postou nas redes sociais, nesta quarta-feira (7), que “mais uma vez” haverá “sangue nas mãos” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a demora na liberação da internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Bolsonaro sofreu uma queda enquanto dormia, na madrugada de terça-feira (6), e sofreu um traumatismo craniano leve. A defesa do ex-presidente solicitou na tarde de terça que ele fosse internado no Hospital DF Star, em Brasília (DF), mas Moraes aceitou a deliberação apenas na manhã desta quarta-feira.
A postagem de Michelle fez referência a morte do empresário Cleriston Pereira da Cunha, preso após participar das manifestações de 8 de janeiro de 2023 e que morreu após um mal súbito durante banho de sol no Complexo da Papuda, em Brasília.
A defesa de Cleriston havia solicitado liberdade provisória ao empresário, pedido aceito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas que aguardava decisão de Moraes quando o homem morreu.
“Ele está em um quarto, trancado, que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação. A primeira medicação do dia é às 8h da manhã, e isso nos preocupa”, postou Michelle.
Desde 22 de novembro, Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF). O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão pela participação na trama golpista nas eleições presidenciais de 2026.
O ex-presidente retornou no fim de dezembro ao local, após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, em um hospital de Brasília. A defesa de Bolsonaro solicitou um novo pedido de prisão domiciliar, que foi negado por Moraes, na última quinta-feira (1º).
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