O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta quarta-feira (7), que Jair Bolsonaro (PL) seja levado a um hospital de Brasília para realizar exames médicos. O ex-presidente sofreu uma queda e bateu a cabeça na cela em que cumpre pena por participação na chamada trama golpista, na sede da Superintendência da Polícia Federal.

Bolsonaro será levado ao DF Star, o mesmo hospital em que esteve internado recentemente e passou por cirurgias para tratar de uma hérnia inguinal e uma crise de soluços persistente.
Ontem (6), a defesa do político apresentou detalhes sobre os procedimentos a serem realizados e pediu que o ministro Alexandre de Moraes avaliasse o caso com urgência. À CNN Brasil, o médico Cláudio Birolini disse que o ex-presidente teve um traumatismo craniano leve.
Moraes autorizou que o ex-presidente seja submetido a três exames: tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma. Com base nos resultados, a equipe médica poderá avaliar melhor o quadro clínico de Bolsonaro.
Moraes pede apuração sobre condições de cela
Antes da queda de Jair Bolsonaro em uma cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado uma apuração para avaliar as condições do espaço. O pedido ocorreu após o ex-presidente alegar ruído excessivo de um equipamento de ar-condicionado.
Segundo apuração da Jovem Pan, Moraes apontou que a Polícia Federal deve apontar em até cinco dias se há realmente problemas no ar-condicionado da cela em que Bolsonaro está preso.
A denúncia apresentada pela defesa do ex-presidente aponta que o ar-condicionado apresenta um ruído “contínuo e permanente”. O equipamento fica ligado 24 horas por dia o que estaria prejudicando o descanso de Bolsonaro.
Bolsonaro está preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação na chamada trama golpista.
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