O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou, na tarde desta quarta-feira (7), nula a determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) em solicitar uma apuração para avaliar as condições de saúde de Jair Bolsonaro (PL). Moraes ainda solicitou que a Polícia Federal (PF) interrogue o presidente do Conselho, José Hiran da Silva Gallo, em até dez dias.

Anteriormente, nesta quarta-feira, o Conselho havia solicitado que fosse feito um “protocolo de monitoramento contínuo e imediato”, com “acompanhamento médico multidisciplinar” a Bolsonaro.
Moraes apontou que o Conselho “não tem competência para fiscalizar o trabalho da Polícia Federal e que o processo mostra “flagrante ilegalidade e desvio de finalidade”.
“A ilegalidade e ausência de competência correicional do CFM em relação à Polícia Federal é flagrante, demonstrando claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos”, afirmou o ministro.
O ministro ainda determinou que a diretoria do Hospital DF Star encaminhe ao STF, em até 24 horas, todos os exames realizados por Bolsonaro nesta quarta. O centro médico divulgou que o ex-presidente passou pelos procedimentos de tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma.
Michelle diz que Moraes tem “sangue nas mãos” após demora na internação de Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) postou nas redes sociais, nesta quarta-feira (7), que “mais uma vez” haverá “sangue nas mãos” de Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a demora na liberação da internação de Jair Bolsonaro (PL).
A postagem de Michelle fez referência a morte do empresário Cleriston Pereira da Cunha, preso após participar das manifestações de 8 de janeiro de 2023 e que morreu após um mal súbito durante banho de sol no Complexo da Papuda, em Brasília.
A defesa de Cleriston havia solicitado liberdade provisória ao empresário, pedido aceito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas que aguardava decisão de Moraes quando o homem morreu.
“Ele está em um quarto, trancado, que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação. A primeira medicação do dia é às 8h da manhã, e isso nos preocupa”, postou Michelle.
Desde 22 de novembro, Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF). O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão pela participação na trama golpista nas eleições presidenciais de 2026.
O ex-presidente retornou no fim de dezembro ao local, após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, em um hospital de Brasília. A defesa de Bolsonaro solicitou um novo pedido de prisão domiciliar, que foi negado por Moraes, na última quinta-feira (1º).
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