O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recusou, nesta terça-feira (13), novo recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela absolvição do político.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado pela participação na trama golpista nas eleições presidenciais de 2026.
O último recurso da defesa do ex-presidente havia sido protocolado na última segunda-feira (12) e justificava o pedido pelo Regimento Interno do Supremo não prever quórum mínimo para que o colegiado julgue recursos contra decisões das turmas.
Bolsonaro sofreu queda em cela e família acusa Moraes de negligência pelas condições do local

A família do ex-presidente tem feito críticas a cela da Superintendência da Polícia Federal (PF), no qual Bolsonaro está preso em Brasília (DF), desde o dia 22 de novembro.
Entre as acusações apontadas, está o mal funcionamento de um aparelho de ar-condicionado, instalado na cela. Moraes determinou que a Polícia Federal avalie as condições do equipamento, que, de acordo com a família de Bolsonaro, faz um forte barulho que impede o descanso do ex-presidente.
Outra questão apontada pelos familiares é que após uma queda sofrida por Bolsonaro no local, Moraes demorou mais de 24 horas para autorizar a internação do ex-presidente. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado encaminhou ofício ao STF pedindo exclarecimentos sobre o tema.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) chegou a postar nas redes sociais, no dia 7 de dezembro, que “mais uma vez” haverá “sangue nas mãos” de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a demora na liberação da internação do ex-presidente.
A postagem de Michelle fez referência a morte do empresário Cleriston Pereira da Cunha, preso após participar das manifestações de 8 de janeiro de 2023 e que morreu após um mal súbito durante banho de sol no Complexo da Papuda, em Brasília.
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