Nesta terça-feira (20), o prefeito Eduardo Pimentel concedeu entrevista à Rádio Vaticano, onde falou sobre iniciativas desenvolvidas na cidade e a projeção internacional de Curitiba. O prefeito apresentou a identidade cultural da cidade e ações que colocam a capital como referência nacional e internacional em planejamento urbano e serviços públicos.

O prefeito está em Roma para acompanhar a Camerata Antiqua de Curitiba
A conversa foi conduzida pelo jornalista Silvonei Protz, coordenador dos veículos de comunicação da Santa Sé. Durante a entrevista, o prefeito também destacou a presença curitibana em Roma e no Vaticano durante os concertos da Camerata Antiqua de Curitiba, realizados em homenagem aos 200 anos das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.
A participação na Rádio Vaticano marcou o primeiro compromisso da viagem oficial de Eduardo Pimentel à Europa, que segue até o dia 24 de janeiro.
Para o prefeito, a participação da Camerata Antiqua nesse contexto histórico, das celebrações do bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, reforça o papel da cultura como instrumento de diálogo entre povos e nações.
“A Camerata Antiqua de Curitiba, que se apresenta completa com coro e orquestra, é um dos maiores símbolos da excelência cultural da nossa cidade e tem um papel fundamental na projeção de nossa capital no cenário nacional e internacional”, afirmou Eduardo Pimentel.
Segundo o prefeito, a música é uma linguagem universal capaz de promover respeito, aproximação e entendimento entre diferentes culturas.
“Para Curitiba, é uma honra integrar essa celebração histórica, pelos 200 anos das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, por meio da arte, reafirmando nosso compromisso com a valorização da cultura, da memória e das manifestações que fortalecem a cultura”, completou Eduardo Pimentel.
Camerata Antiqua de Curitiba fará turnê em Roma
O prefeito contou que a turnê da Camerata em Roma terá três apresentações de grande relevância simbólica e artística. O prefeito acompanha os concertos na Basílica de Santa Maria Maggiore, no dia 23 de janeiro, e na Sapienza Università di Roma, a maior universidade da Europa, no dia 24. Ainda haverá um terceiro espetáculo no dia 27, na Embaixada do Brasil na Itália.
Eduardo Pimentel ressaltou que o grupo curitibano possui uma expertise rara para interpretar repertórios que dialogam com o espaço e a história do Vaticano.
“Em cada concerto, a Camerata vai mostrar todo o virtuosismo de seus músicos, sendo talvez o único conjunto com a experiência necessária para apresentar repertórios tão únicos, que vão do barroco e da música sacra brasileira do período colonial à música brasileira do século 19 à contemporaneidade”, destacou.
O prefeito relembrou ainda a trajetória da Camerata Antiqua de Curitiba, fundada em 1974 e vinculada à Fundação Cultural de Curitiba. “Em mais de cinco décadas, o grupo se consolidou como um dos mais importantes do país na interpretação de repertórios barroco, renascentista e contemporâneo”, disse. Ele destacou a crescente projeção internacional da Camerata, que recentemente se apresentou no Teatro Colón, em Buenos Aires, além de realizar turnês pela América do Sul, América do Norte e Europa.
Eduardo Pimentel reforçou que a cultura é um eixo estruturante de Curitiba.
“Em janeiro, promovemos um dos maiores eventos de música da América Latina, a Oficina de Música, que terminou nesse último domingo, promovendo grandes shows e proporcionando aprimoramento profissional, com professores e alunos aprendendo música erudita, popular e antiga. Curitiba vira capital da música no país durante esse período de janeiro e a Camerata é destaque da programação”, explicou.
Eduardo Pimentel ressaltou relações entre Brasil e Santa Fé
Durante a entrevista, Eduardo Pimentel ainda refletiu sobre o significado dos 200 anos de relações entre o Brasil e a Santa Sé. Para ele, a data simboliza uma trajetória marcada pelo diálogo, pela cooperação e pela valorização da dignidade humana. “Cultura e diplomacia caminharam juntas ao longo desses dois séculos, promovendo valores essenciais como a paz, a solidariedade e o respeito às diferenças”, afirmou.
A entrevista também abordou a relação entre fé, cultura e espaço urbano em Curitiba, a partir de iniciativas como o Parque Papa Francisco, inaugurado em 2025. Para Eduardo Pimentel, a criação deste espaço verde vai além da homenagem ao pontífice falecido no ano passado. “Como todos os 52 parques da cidade, os espaços verdes são a praia dos curitibanos. É um lugar de convivência das famílias e de lazer”, afirmou.
Além disso, o prefeito destacou que essas áreas verdes estão alinhadas ao compromisso ambiental de Curitiba, atuando como unidades de conservação e contribuindo para a contenção de cheias e a redução do assoreamento dos rios.
“O Parque Papa Francisco reúne todas essas características. Ele está perto da nascente do Rio Belém, que é um dos rios mais importantes da cidade. Nós estamos preservando a água, preservando a área verde, evitando o alagamento no bairro e entregando o lazer para a população e com o nome do Papa Francisco para que seja eternizado na nossa cidade”, reforçou.
Eduardo Pimentel falou sobre os pontos fortes de Curitiba
Ao final, o prefeito compartilhou com ouvintes da Rádio Vaticano outras iniciativas de Curitiba, que são orgulho de sua população e que a transformaram em referência em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, educação, saúde, transporte coletivo e programas de acolhimento e de segurança alimentar.
“Somos uma cidade com 1,8 milhão de embaixadores, que é o número de habitantes da cidade, porque o curitibano tem orgulho da sua cidade por tudo, pelos parques, pela boa educação para os seus 170 mil alunos, pelo sistema de transporte coletivo, com o sistema BRT de canaletas exclusivas presente em mais de 200 cidades do mundo, e pela boa saúde, referência nacional”, citou Eduardo Pimentel.
De acordo com o prefeito, saúde, educação, proteção social e combate à fome têm recebido investimentos permanentes.
“São desafios mundiais, assim como o acolhimento às pessoas em situação de rua e migrantes. Curitiba está recebendo muitos migrantes da Venezuela e de Cuba, que têm vindo para trabalhar. Graças a programas municipais, eles têm se aperfeiçoado, têm entrado no mercado de trabalho e estão sendo bem recebidos. É um desafio que as cidades do mundo têm que encarar”, finalizou Eduardo Pimentel
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