Em outubro deste ano, os eleitores têm um novo encontro marcado com as urnas para escolher seus representantes para os próximos quatro anos. Com as peças do quebra-cabeça das Eleições 2026 ainda indefinidas, lideranças femininas ganham força nos bastidores e podem aparecer na disputa à Presidência da República.

Michelle Bolsonaro; ex-primeira-dama pediu a ministro do STF que Jair Bolsonaro vá para prisão domiciliar
Em ascensão na política nacional, Michelle Bolsonaro é um dos principais nomes da direita em 2026. (Foto: Isac Nóbrega PR)

Quem são as mulheres cotadas para a Presidência da República em 2026?

Os nomes de Michelle Bolsonaro (PL), Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) são os que aparecem com mais frequência no cenário de uma eventual pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Entre elas, entretanto, a ex-primeira-dama e esposa de Jair Bolsonaro é a única a figurar em pesquisas eleitorais neste início de ano eleitoral.

A primeira pesquisa para as eleições presidenciais de 2026, realizada pelo Canal Meio/Instituto Ideia, testou a intenção de voto dos brasileiros em Michelle. Ela somou 39% dos votos contra 46% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), num possível segundo turno.

Vale lembrar que Michelle Bolsonaro divide o protagonismo na sucessão do clã Bolsonaro com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O papel de Michelle Bolsonaro: Candidata à Presidência ou ao Senado?

Michelle sobre prisão de Bolsonaro
Ex-primeira-dama ainda não recebeu a bênção do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para concorrer à Presidência nas eleições de outubro. (Foto: Divulgação)

Mesmo em meio a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado, Michelle Bolsonaro se consolidou como uma das principais lideranças da direita no país.

Presidente do PL Mulher, Michelle tem articulado candidaturas conservadoras em diferentes estados, mas ainda não definiu o próprio caminho político em 2026: se candidatar à Presidência ou tentar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.

Analistas políticos colocam a ex-primeira dama como o grande nome feminino na política brasileira hoje, com força para enfrentar o presidente Lula na corrida eleitoral. Apesar disso, o nome dela não é consenso dentro do bolsonarismo. Caso não receba a bênção do marido ao Palácio do Planalto, pode aparecer como pré-candidata do PL ao Senado pelo Distrito Federal.

Terceira via e frentes amplas: Outras lideranças femininas no radar

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais e braço direito do presidente Lula, Gleisi Hoffmann (PT) é considerada um das figuras mais proeminentes dentro do atual governo para conter o avanço da direita, no Paraná e também no cenário nacional. A pedido do Chefe do Executivo, Gleisi deve disputar as eleições ao Senado em 2026 pelo seu estado natal.

Outros dois nomes femininos também estão no radar para as eleições de outubro. São elas Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte, que também é pré-candidata ao Senado, e Raquel Lyra (PSD), governadora de Pernambuco e que deve disputar a reeleição.

Já as primeiras-damas de Goiás, Gracinha Caiado (União Brasil), e de Maceió, nas Alagoas, Marina Cândia, ensaiam candidaturas ao Senado nos redutos eleitorais que compartilham com os maridos.

A advogada Natalia Szermeta Boulos (PSOL), casada com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, também entrou no radar de lideranças femininas e é cotada para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo.

Quais são os requisitos para uma mulher se candidatar a presidente?

As mulheres que pretendem se candidatar à Presidência da República devem seguir as chamadas condições de elegibilidade estabelecidas na Constituição Federal. São elas:

  • Possuir nacionalidade brasileira nata;
  • Ter o pleno exercício dos direitos políticos;
  • Estar filiada a algum partido político;
  • Ter completado 35 anos antes das eleições.

Cotas de gênero e a participação feminina nas Eleições 2026

As cotas de gênero integram a legislação eleitoral brasileira e estabelecem um percentual mínimo de candidaturas de cada sexo. A medida afirmativa visa promover a igualdade de
gênero na representação política.

Pela lei, os partidos políticos devem garantir um mínimo de 30% e um máximo de 70% de candidaturas de cada sexo para eleições proporcionais, como é o caso da disputa para deputado federal, estadual e distrital.

Já na disputa de cargos majoritários, casos da Presidência, governo dos estados e Senado, a regra não se aplica, já que a escolha é feita diretamente pela maioria dos votos. Mesmo assim, as siglas buscam nomes femininos para equilibrar as chapas, como candidatas a vice, por exemplo.

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Rafael Nascimento

Repórter

Jornalista há mais de 15 anos, formado pela PUCPR e especializado em Gestão e Produção em Rádio e TV. Acumulou experiência em grandes redações em Curitiba, em TVs, sites de notícias e impresso, e na cobertura de eventos esportivos nacionais e internacionais.

Jornalista há mais de 15 anos, formado pela PUCPR e especializado em Gestão e Produção em Rádio e TV. Acumulou experiência em grandes redações em Curitiba, em TVs, sites de notícias e impresso, e na cobertura de eventos esportivos nacionais e internacionais.