Um raio atingiu apoiadores da caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília (DF), na tarde deste domingo (25). As vítimas estavam concentradas na Praça do Cruzeiro, local que receberá o final da manifestação do parlamentar, quando foram atingidas pela descarga elétrica.

Bombeiros socorrem apoiador de Nikolas Ferreira, vítima de raio, em Brasília
Vítimas foram encaminhadas para hospitais de Brasília. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), as vítimas foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros e pelo menos seis pessoas estariam em estado grave. Todos os feridos foram encaminhados para hospitais de Brasília.

Ainda não há informações se haverá alguma mudança na programa da chegada de Nikolas Ferreira à Brasília, devido ao incidente com o raio.

Anteriormente neste domingo, em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado disse que já havia conseguido o objetivo com o ato de protesto.

“O objetivo foi alcançado antes mesmo do ato final, que é despertar as pessoas, abrir seus olhos para o que está acontecendo”, analisou o parlamentar.

Caminhada de Nikolas Ferreira começou em Minas e deve terminar com ocorrência de raios em Brasília

colagem com fotos da caminhada de nikolas ferreira até brasília
Registros compartilhados pelo deputado em suas redes sociais (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Nikolas Ferreira iniciou a caminhada no último domingo (18) e deve finalizar o trajeto neste domingo (25). O parlamentar já está no Distrito Federal, com a expectativa de chegar até o final da tarde em Brasília.

Durante o trajeto, diversos políticos de centro-direita se juntaram a Nikolas, incluindo figuras da política paranaense. Exemplos são o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e os vereadores de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) e Indiara Barbosa (Novo), além da jornalista Cristina Graeml (União).

Durante a caminhada, o deputado chegou a escrever uma carta aberta ao povo brasileiro, na qual justifica o protesto.

Escrevo estas linhas para explicar, com o coração aberto, por que decidi caminhar de Minas Gerais até Brasília. Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade.

A desumanização dos brasileiros presos após o dia 8, submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, bem como a perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro, não são fatos isolados. São sintomas de algo muito mais profundo e perigoso: o cansaço moral de uma nação que vê o mal triunfar sem consequências, escândalos sucederem escândalos, o crime organizado avançar sobre o território e as instituições, enquanto o cidadão honesto é esmagado por um Estado inerte para proteger o bem, mas voraz para cobrar impostos.

Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós. O povo brasileiro encontra-se inerte, não apenas pelo medo, como muitos acreditam, mas por um estado de paralisia psicológica construído de forma deliberada e intencional.

Dito isso, este ato é uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro, que foram submetidos a violações de direitos humanos e de garantias fundamentais. E também ao Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, Coronel Naime e tantos outros que sofrem dos mesmos abusos processuais.

Por isso, esta causa passa, necessariamente, pela derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso.

Chegarei a Brasília no dia 25 de janeiro para mostrar, com presença física e pacífica, que ainda há brasileiros atentos, solidários e comprometidos com a justiça, com a dignidade humana e com a liberdade.

E se nada der “certo”? Ainda assim, precisamos fazer o que é certo, sem viver apenas da expectativa de que tudo dê certo. Se os presos injustamente do dia 8 e o presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos, perceberem o carinho do povo brasileiro, souberem que não estão abandonados e houver um despertar da consciência nacional, então cada quilômetro percorrido já terá valido a pena.

A caminhada será ordeira e pacífica. Não tem como objetivo praticar crimes ou gerar desordem. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão.

E não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico – e símbolos importam mais do que muitos imaginam.

Que cada brasileiro saiba: a liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé.

Pelo fim das prisões injustas,
Pelo fim da impunidade,
Pelo fim da perseguição política,
Pelo fim do ativismo judicial,

Por liberdade,

Nikolas Ferreira

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Jorge de Sousa

Editor

Jorge de Sousa é formado em jornalismo desde 2016, pós-graduado em Direito Eleitoral e Processo Eleitoral e especializado na cobertura de pautas sobre Política, do Paraná e do Brasil, além de matérias sobre Agronegócio e Esportes.

Jorge de Sousa é formado em jornalismo desde 2016, pós-graduado em Direito Eleitoral e Processo Eleitoral e especializado na cobertura de pautas sobre Política, do Paraná e do Brasil, além de matérias sobre Agronegócio e Esportes.