Brasil - A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (19) nova fase da Operação Sem desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Entre os alvos, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e Adroaldo Portal, secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, que teve prisão domiciliar decretada. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do senador maranhense, que é vice-líder do governo no Senado Federal. Romeu Carvalho Antunes, filho do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o advogado Eric Fidelis, filho do ex-diretor do INSS André Fidelis, foram presos durante a ação policial.
Estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva no Distrito Federal, Maranhão, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Minas Gerais.
Fraudes no INSS: prejuízo bilionário aos aposentados
Segundo os autos, as fraudes no INSS envolviam associações e sindicatos que intermediavam serviços com descontos automáticos nos pagamentos mensais, sem o consentimento dos beneficiários. O prejuízo causado a aposentados e pensionistas chega a R$ 6 bilhões, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), que participa da apuração sobre o envolvimento de servidores e agentes públicos no esquema.
O Ministério da Previdência Social exonerou Adroaldo, que foi chefe de gabinete de Weverton, e afirmou, por meio de nota oficial, que está colaborando integralmente com as investigações e tomará medidas administrativas para ampliar os controles internos sobre consignações de benefícios.
Senador nega envolvimento em descontos no INSS
O senador Weverton Rocha afirmou ter recebido a operação “com surpresa”, destacando não ter sido previamente comunicado sobre as investigações. Ele negou envolvimento em qualquer irregularidade no INSS, informou colaborar com as investigações e disse que permanece à disposição da Justiça.
Até o momento, o relatório da PF não detalha os materiais apreendidos na residência. A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi contra a operação na residência do senador, mas o ministro André Mendonça autorizou mesmo assim.
Quer receber notícias no seu celular? Entre no canal do Whats do RIC.COM.BR. Clique aqui.